Home - Convergência Digital

Identidade Digital começa em tablets e smartphones

Convergência Digital - Carreira
Convergência Digital* - 08/04/2019

Todos os brasileiros poderão emitir a Identidade Digital, e não somente os cerca de 90 milhões de eleitores já cadastrados na base de dados da Justiça Eleitoral (JE). Isso porque, o programa Identificação Civil Nacional (ICN), responsável pela emissão do documento, também coletará as informações biométricas dos cidadãos não individualizados – isto é, os que ainda não têm as impressões digitais cadastradas na JE –, possibilitando a eles ter a nova identidade. A expectativa é de que a emissão comece no segundo semestre de 2019.

No primeiro momento, a Identidade Digital, conhecida na legislação como Documento Nacional de Identificação (DNI), será emitida apenas para tablets e smartphones. Contudo, em breve, o seu número será incorporado aos documentos de identidade expedidos pelos estados. A Identidade Digital contará com um número de identificação – interno e individual para cada cidadão – que terá nove dígitos, e também exibirá a numeração de outros documentos, como a do CPF.

À frente da gestão do programa ICN, está o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tem as atribuições de gerir o banco de dados com as informações biográficas e biométricas dos cidadãos, bem como de emitir a Identidade Digital e, em algumas situações, certificar outros órgãos para a expedição do documento.

Além da expertise, o Tribunal conta com infraestrutura capaz de coletar a biometria de todos os brasileiros, e será responsável pelo armazenamento e pelo possível compartilhamento dessas informações com outros órgãos. Importante destacar que somente os dados previstos em lei poderão ser compartilhados, preservando-se, portanto, todas as informações eleitorais constantes do banco.

Segurança

A Identidade Digital, que substituirá qualquer outro documento, terá a segurança como principal característica. O DNI garantirá que ninguém tente se passar por outra pessoa na hora da identificação em qualquer instituição pública ou privada. Isso só será possível porque o documento utilizará dados biométricos que são únicos em cada indivíduo.

A nova identidade obedecerá a padrões, procedimentos e elementos de proteção, com o objetivo de garantir a integridade e a autenticidade de seu conteúdo. O documento será gerado e poderá ser autenticado mediante processo de verificação de chaves de segurança em um servidor protegido. Os dados que aparecerão nos dispositivos móveis aos cidadãos serão criptografados, o que também aumenta o resguardo da informação. Esses dados em “códigos” só podem ser corretamente lidos por quem possui uma espécie de “chave” para o segredo.

O aplicativo apresentará ainda um QR Code, que será criado de forma dinâmica a cada novo acesso, mantendo os dados de validação vinculados à data e à hora de sua geração. Além disso, o DNI mostrará no canto superior direito, como marca d'água, um código de verificação contendo 20 caracteres, precedido da data e da hora em que foi gerado.



 

 

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

18/06/2019
Facebook une 27 empresas, lança moeda virtual Libra e invade espaço dos bancos

15/04/2019
TOTVS: Brasil precisa de um ambiente de negócios com carga tributária compatível

08/04/2019
Identidade Digital começa em tablets e smartphones

02/04/2019
Economia digital e o lado B da era do capital da aplicação

22/02/2019
Impulsionada por 5G e IoT, economia digital vai gerar US$ 23 trilhões até 2025

17/12/2018
Economia digital impõe gastos de US$ 380 bilhões em TI entre 2019 a 2022 na América Latina

10/10/2018
Sancionada Lei que dispensa reconhecimento de firma e autenticação de documento

01/10/2018
Presidenciáveis deixaram a economia digital de fora das suas agendas

01/10/2018
Telefônica busca rivais e governo por pacto digital no Brasil

29/08/2018
Economia digital: aplicações não vão funcionar sem redes

Destaques
Destaques

Para injetar R$ 200 bilhões na economia, IoT tem de ficar livre das amarras tributárias

Relator da proposta de tributo zero para Internet das Coisas, deputado Eduardo Cury, do PSDB/SP, disse que o setor precisa municiar o Parlamento com dados para convencer à Casa a conceder a desoneração.

5G exige muito espectro para entregar tudo que se espera da tecnologia

Anatel, indústria e teles sustentam que a nova onda tecnológica só vai atender as demandas esperadas se tiver frequência suficiente para melhorar os serviços.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV
Veja mais artigos
Veja mais artigos

O potencial pouco explorado da Internet das Coisas

Por Daniel Kriger*

A grande mudança que a Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) trará para a vida das pessoas está além da facilidade de se preparar um café, programar um banho quente ou economizar na conta de luz. Dar conectividade a objetos e abrir espaço para comandos inteligentes em inúmeras tarefas do dia a dia é um dos principais propósitos de IoT. Mas não é só isso.


Copyright © 2005-2019 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site