Convergência Digital - Home

Google lança OTT para ser o 'dono' dos games na nuvem

Convergência Digital
Ana Paula Lobo* - 19/03/2019

O Google anunciou nesta terça-feira, 18/03, durante a Game Developers Conference, nos Estados Unidos, o Stadia, uma nova plataforma de vídeo game que oferece acesso instantâneo a jogos em qualquer tipo de tela, seja uma TV, laptop, desktop, tablet ou smartphone. Na prática, o Stadia é uma OTT de games que quer ter um contato direto com os usuários, ou seja, precisa ter uma infraestrutura robusta capaz de minimizar ao máximo a latência da conexão. A novidade estará disponível em países selecionados como EUA, Canadá, Reino Unido e parte da Europa ainda neste ano. Ainda não há previsão de chegada ao Brasil.

O Stadia usa a rede global de data centers do Google e libera os jogadores das limitações dos consoles e PCs tradicionais com sua plataforma de última geração. Além disso, a plataforma também permite que os desenvolvedores tenham acesso a recursos quase ilimitados para criar os jogos que sempre sonharam.

A OTT de games está integrada a outros serviços do Google. Em um mundo em que mais de 200 milhões de pessoas assistem a conteúdo relacionado a jogos diariamente no YouTube, Stadia permite começar uma partida com apenas um botão. “Se você quer assistir a um de seus criadores favoritos jogando Assassin's Creed Odyssey, basta clicar no botão ‘jogar agora’ e, logo depois, você estará correndo pela Grécia antiga na sua própria partida - sem necessidade de downloads, atualizações, patches e instalações.” diz Phil Harrison, Vice Presidente e General Manager do Google Stadia

Além disso, o Stadia também contará com um controle dedicado. Ele possui conexão direta com nossos data centers via wi-fi para oferecer a melhor performance de jogo possível. Ele inclui um botão para capturar, salvar e compartilhar o gameplay em até 4k de resolução e também vem equipado com um botão do Google Assistente e microfone embutido.

Em termos de infraestrutura, mais uma vez o Google segue sem parceria com as operadoras de telecomunicações. Vale lembrar que um cabo submarino entre a Califórnia, nos EUA, e o Chile, batizado de Curie, em homenagem a Marie Curie, cientista que liderou uma série de pesquisas pioneira no campo da radioatividade, tem previsão de ficar pronto.

Trata-se do o primeiro cabo submarino a chegar no Chile em aproximadamente 20 anos. Uma vez instalado,  a empresa sustenta que será uma das maiores “rodovias” de dados na região. Com o Curie, o Google se torna a primeira companhia não especializada em telecomunicações que constrói um cabo privado. Mas é bom lembrar também que a ausência das teles pode ser temporária, de todas as OTTs, o Google é o que tem a melhor política de aproximação com o segmento de telecomunicações.

Um projeto do Google que não decolou foi o Google Fiber, anunciado em 2010, e que provocou grandes expectativas num momento em que as operadoras de telefonia estavam se movendo lentamente na implementação de serviços de banda larga. O Google Fiber, no entanto, avançou pouco e se transformou em uma operadora virtual (MVNO) com atuação restrita nos Estados Unidos.


Recrutadores e a dura tarefa de contratar cientistas de dados

O maior gargalo é encontrar profissionais adequados às demandas das empresas e o Brasil, hoje, é um exportador de talentos para outros países.

Destaques
Destaques

Metade das empresas no Brasil não confia na própria análise dos dados

Levantamento da Serasa Experian mostra ainda que 42% das companhias brasileiras admitem perder dinheiro com a má qualidade das informações. Má governança é vista como um desafio a ser superado. O mais grave: mais de 70% destão sem estratégia para superar essa etapa.

Dataprev vai comprar Inteligência Artificial e exige uso da nuvem pública

Estatal de TI não revela o montante a ser pago, mas diz que contrato será de 24 meses e inclui capacitação técnica dos funcionários, no modelo de serviços por demanda. Propostas devem ser enviadas até o dia 20 de julho.



Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Veja mais artigos
Veja mais artigos

Transformação digital exige eficiência no gerenciamento

Por Luiz Fernando Souza*

Prevenir é sempre melhor do que remediar. Essa é uma máxima que precisa ser aplicada à transformação digital, e vale quando falamos da gestão dos servidores. E as razões são simples: é menos sofrido, menos dolorido e mais barato manter uma rotina de trabalho focada na manutenção, preservando com inteligência dados e sistemas.

Jornada para a nuvem: evite as armadilhas e faça a coisa certa

Por Fábio Kuhl*

Até bem pouco tempo, a nuvem era inovação, hoje me arrisco a dizer que, em breve, uma commodity.


Copyright © 2005-2020 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site