Home - Convergência Digital

Mais de 60% dos brasileiros estão infelizes, mas têm medo de mudar de emprego

Convergência Digital - Carreira
Convergência Digital* - 14/02/2019

Um levantamento realizado pela empresa Brands2Life, em parceria com o LinkedIn, mostra que cerca de 79% dos trabalhadores brasileiros não se candidatam à vaga de emprego que têm interesse. O principal motivo, 18% dos casos, é por medo de que o novo trabalho seja pior que o atual. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2014, 1,27 milhão de pessoas bem qualificadas e em plena idade produtiva entraram em desalento. Isto é, quando o trabalhador desiste de procurar emprego porque acha que não vai mais conseguir encontrar uma vaga.

Permanecer em uma empresa, mesmo que infeliz e sem inspiração, já foi realidade para 63% dos profissionais. Vinte e três por cento das pessoas se dizem se encontrar nesta situação atualmente, em sua maioria mulheres (68%). A apreensão por aceitar um novo cargo é a segunda maior razão (16%) que impede os brasileiros de se candidatarem a outras vagas. Em seguida, está o medo de desapontar o atual empregador (15%), o medo de rejeição e de não ser bem-sucedido (14%) e o de não ter experiência o suficiente (13%). O receio de não poder alterar a rotina para participar de processos seletivos também está no ranking, presente em 10% dos casos. É comum que os processos de seleção envolvam atividades à tarde e, muitas vezes, o profissional não quer informar ao empregador que está buscando outro trabalho.

Os dados também revelam que quanto maior a idade da pessoa, maior é a relutância para se candidatar a uma vaga. Profissionais entre 18 e 34 anos que estão infelizes no emprego atual tendem a demorar 8 meses para começar a pensar em sair. Já aqueles que têm entre 45 e 54 anos demoram, em média, 20 meses.
Em contraponto, as pessoas mais velhas tendem a ter mais confiança em suas capacidades. Cerca de um terço dos profissionais deixaram de candidatar-se a um novo emprego por falta de confiança, em sua maioria aqueles entre 18 e 34 anos (42%). Segundo a pesquisa, essa falta de confiança pode vir por apreensão de se afastar de sua zona de conforto (38%) ou até por acharem que há outros candidatos mais qualificados para o cargo (28%).

O estudo também pontua quais os maiores motivos que levam as pessoas a mudar de emprego. Como esperado, o principal é aumento de salário (43%), seguido por melhores chances de progressão de carreira na empresa (35%) e busca por novos desafios (33%).

Melhores benefícios, melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional e oportunidade de viajar também aparecem entre as maiores razões. O levantamento “Jobstacles” foi realizado a partir de um questionário online, com 501 brasileiras e brasileiros de todas as regiões do país, entre 25 de setembro de 2018 a 1º de outubro de 2018.

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

18/04/2019
Ciência na Escola terá R$ 100 milhões para formar uma nova geração de cientistas no Brasil

12/04/2019
O profissional do futuro de TI é alguém que ninguém conhece

09/04/2019
TICs podem formar 1 milhão a cada quatro anos com recursos já existentes

01/04/2019
Inteligência emocional faz a diferença na escolha do profissional de TIC

01/04/2019
Brasil leva seis alunos de TICs para a semifinal mundial do Huawei ICT Competicion

08/03/2019
Igualdade de gênero é uma mentira. Mulheres vão levar 202 anos para ganhar igual aos homens

22/02/2019
Mercado de trabalho: Lacunas de habilidades distanciam patrões e profissionais

20/02/2019
Futuro do trabalho: reinventar o RH custará muitos erros

15/02/2019
Harvard tem 24 cursos gratuitos para Ciência de Dados e de computação

14/02/2019
Mais de 60% dos brasileiros estão infelizes, mas têm medo de mudar de emprego

Veja mais artigos
Veja mais artigos

O futuro do trabalho colocado à prova

Por Luiz Camargo*

Novas profissões exigem também novas habilidades para acompanhar a revolução digital. Os novos empregos certamente irão demandar habilidades analíticas, matemáticas e digitais, com um toque de neurociência.

Destaques
Destaques

STF anula decisão do TST e reforça valor legal da terceirização

Decisão aconteceu em uma ação de uma atendente contratada pela Contax, prestadora de serviços de call center, para atuar como terceirizada na Telemar Norte Leste.

Mais de 60% dos brasileiros estão infelizes, mas têm medo de mudar de emprego

Estudo da Brands2Life, com o LinkedIn, traz um dado assustador: 80% dos brasileiros não se candidata para a vaga de trabalho que gostaria. Cerca de um terço dos profissionais deixa de se candidatar a uma nova vaga por falta de confiança na sua própria capacidade.

Serviços de TI e de Telecom podem ser 100% terceirizados no Governo Federal

Também foi incluída na lista divulgada pelo governo Federal o serviço de teleatendimento. Decisão está publicada na portaria 443/2018.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Copyright © 2005-2015 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site