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IoT se transforma em aplicação crítica para o negócio da Engemix

Convergência Digital - Carreira
Ana Paula Lobo - 23/11/2018

A Engemix (Votorantim Cimentos) transformou em pouco mais de um ano, a solução de Internet das Coisas, contratada junto à TIVIT, em aplicação de missão crítica ao seu negócio. Ao unir GPS, geolocalização e rastreamento em tempo real para o controle da produtividade e eficiência das betoneiras, a Engemix conseguiu obter ganhos de até 30%. Atualmente 500 betoneiras já têm tecnologia. Em 2019, serão mais 50, e todas operam em nível nacional.

"Temos um desafio que é a pontualidade - a betoneira tem de chegar às construtoras no horário combinado até por conta da validade do concreto - e também o nosso de não deixar betoneiras paradas em fila. Com a tecnologia de IoT, além de aumentar o nosso controle, também tivemos condições de criar um aplicativo que melhorou a nossa relação com os clientes, que passam a acompanhar em tempo real o produto que estão comprando. Não foi só produtividade, eficiência. IoT também nos trouxe uma relação mais próxima e melhor com o cliente", conta o gerente geral da Engemix, Ricardo Andrade.

A iniciativa começou como piloto ao final de 2017. Em menos de um ano, revela Andrade, IoT virou aplicação de missão crítica ao negócio. "Não me vejo mais operando o negócio de concreto sem a tecnologia", acrescenta Andrade. A solução foi levada para as 41 filiais da companhia, em 10 estados e, hoje, o gerenciamento da operação das betoneiras acontece de forma remota. "Controlamos uma betoneira no Rio de Janeiro, a partir de uma equipe em Minas Gerais", observa ainda o executivo da Engemix.

O Diretor de Negócios Digitais da TIVIT, Norberto Tomasini, conta que, hoje, Internet das Coisas é um dos negócios relevantes da companhia, que já conta com 63 casos e contabiliza quase 10 mil carros conectados e cerca de 1 milhão objetos conectados na plataforma desenvolvida exclusivamente para IoT. "A nossa plataforma nasceu para atender a demanda das utilities, mas vimos que outras indústrias, como a de cimentos, no caso da Votorantim tinha muito a ganhar com a sua implementação", revela.

A transformação digital, acrescenta ainda Tomasini, está mudando a maneira de fazer negócios. "Se até agora a preocupação estava localizada no back office, agora, as empresas querem levar a tecnologia para o front office, vendo a tecnologia como investimento e não mais como custo. Isso gera muitas oportunidades", salienta. É o impacto da era dos dados, onde a exigência é fornecer as informações, em tempo real, para a melhor tomada de decisão para o negócio. Segundo ainda o executivo da TIVIT, hoje, quando se estrutura um negócio de analytics, há duas grandes demandas: como reduzir custos e retrabalhos por meio dos dados e como conhecer melhor o meu cliente, a partir dos dados recolhidos sobre eles.

Com essas exigências, a TIVIT amplia o ecossistema digital interna e externamente. "Se não usarmos o modelo internamente, não teremos como cumprir o prometido ao cliente", salienta Tomasini. Uma das formas de aprimorar a transformação digital foi a criação do Solution Center, um novo centro localizado na sede da prestadora de serviços, complementar ao TIVIT Digital Studio, célula de inovação da empresa que fica dentro do Habitat, do Bradesco, em São Paulo. "Criamos uma série de aplicações que podemos tirar do power point e mostrar na prática para os clientes. É isso que vamos fazer. Mostrar aplicações em tempo real", completa o executivo.

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