Home - Convergência Digital

Vivo e Ericsson testam 5G na faixa de 28 GHz

Convergência Digital - Carreira
Ana Paula Lobo - 13/09/2018

A Vivo e a Ericsson estão fazendo uma prova de conceito do uso do 5G na medicina por meio da simulação de uma cirurgia remota, na qual um médico opera um braço robótico, com o uso também da realidade virtual no manuseio dos equipamentos. O teste acontece em uma rede 5G na faixa de 28 GHz. A velocidade alcançada de transmissão foi de 27 Gps, mas o grande diferencial foi a baixa latência, inferior a 5ms. Na vida real, essa taxa asseguraria o sucesso da cirurgia remota por máquinas em um paciente real.

"A baixa latência é o carro-chefe do 5G que tem como diferencial não apenas a velocidade de transmissão, mas a capacidade das suas aplicações", diz o vice-presidente da Ericsson Brasil, Marcos Scheffer. Segundo ele, a medicina remota não é uma novidade, mas a certeza do sucesso - com a garantia que não haverá atraso nos comandos e nas respostas das máquinas vem do uso do 5G.

O teste - que foi feito num prédio da Vivo, em São Paulo - usou o espectro de 28 GHz para ativar a célula 5G presente no local. Além da baixa latência, obteve capacidade de transmissão de dados graças ao uso de 800 MHz de banda de espectro, e tecnologias de massive MIMO com 128 antenas receptoras e 128 emissoras, sistema de beamforming e beamtracking, em que os feixes identificam uma conexão e a seguem, mantendo o sinal estável mesmo com o usuário em movimento.

"Percebe-se que ainda há oscilações em ambientes indoors nas faixas de maior frequência", observa Átila Branco, diretor de planejamento e redes da Vivo. O executivo salienta que o 5G vai exigir uma nova arquitetura de redes e um esforço da engenharia das operadoras. "Não há 5G sem antena, sem fibra óptica no backbone e no backhaul. Precisa de muita infraestrutura", complementa o executivo.

Com relação ao 5G na faixa de 3,5 GHz - cujo leilão está previsto no Brasil para o segundo semestre de 2019 -  Vivo e Ericsson asseguram que a faixa é compatível e que favorecerá a adoção da nova tecnologia. "Vamos fazer muita agregação de portadora. As faixas mais baixas são as melhores e temos até o 700 Mhz mais adiante porque há um longo caminho para o 4G", diz. Scheffer, da Ericsson, reforça a relevância do 4G. "Ele é a âncora do 5G", completa.

Segundo informações da fabricante, no Brasil, já foram vendidos cerca de 130 mil rádios “5G Ready”. Isso significa capacidade para a entrega de serviços 5G. Hoje esses equipamentos estão sendo usados para o 4G. "A migração acontecerá com a atualização de software", reforça Scheffer.

Ainda para a Ericsson, a oferta de banda larga fixa por 5G deverá ser uma das primeiras aplicações comerciais por conta da disponibilidade dos roteadores. "Os celulares prontos para o 5G ainda vão demorar e o custo será elevado para a sua massificação", completa.

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

22/04/2019
Oi monta espaço 5G no evento Rio Creative Conference 2019

18/04/2019
Carros conectados: Comissão Europeia impõe derrota ao 5G e elege o Wi-fi como tecnologia padrão

17/04/2019
FCC barra China Mobile de atuar nos Estados Unidos

15/04/2019
EUA planejam fazer oferta inédita de espectro em novo leilão 5G

15/04/2019
Bélgica não vê motivo para não usar Huawei no 5G

11/04/2019
Samsung usa a Coreia para mandar recado às rivais no 5G

10/04/2019
Japão aloca faixas para 5G e teles preveem investir R$ 58 bilhões

09/04/2019
Por 5G, Anatel quer triplicar a capacidade de espectro existente

05/04/2019
UIT sai em defesa da Huawei e diz que entidade decide padrão 5G em outubro

04/04/2019
5G é o empurrão que falta para a realidade aumentada explodir no varejo

Destaques
Destaques

Ecossistema de IoT movimentará R$ 38 bilhões

Projeção do mercado é que o segmento vai crescer acima de 20% ano contra ano até 2022. Dispositivos, em especial os smartphones, impulsionam o crescimento dos investimentos em TI ao longo de 2019.

Para Ericsson, 5G vai fazer acontecer, de verdade, a indústria 4.0

Presidente da fabricante para a América do Sul, Eduardo Ricotta, diz que uma operadora com 50 Mhz a 80 Mhz terá espectro para oferecer bons serviços, especialmente, o da banda larga fixa móvel. "Há cidades no Brasil, com menos de 100 mil habitantes, com conexões de 2 Mbits. O 5G vai chegar oferecendo bem mais", observa.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV
Veja mais artigos
Veja mais artigos

Smartphones colocam Inteligência Artificial na palma da mão

Por Samir Vani*

Tecnologias como reconhecimento facial, identificação de objetos e realidade aumentada já estão disponíveis na palma das nossas mãos, mas boa parte das pessoas não sabe ainda.


Copyright © 2005-2019 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site