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Home office não existe para quase 70% dos servidores públicos no Brasil

Da redação - 27/07/2018

Um estudo encomendado pela Microsoft ao IBOPE Conecta revela que para 85% dos profissionais brasileiros a experiência de realizar uma reunião remotamente já não deixa nada a desejar em relação a encontros presenciais. Segundo a pesquisa, realizada com internautas, profissionais que têm entre 25 e 34 anos são os que mais fazem reuniões à distância (52%). Na análise geral, 47% dos respondentes dizem participar de reuniões de trabalho remotamente.

Com o objetivo de analisar a percepção do brasileiro em relação à transformação do ambiente de trabalho a partir do uso de novas tecnologias, o estudo ouviu durante os meses de maio e junho 1.500 profissionais de diferentes níveis hierárquicos, mercados e profissões. Foram entrevistados homens e mulheres, de 18 a 55 anos, das classes ABC, que trabalham nos setores público e privado, em todas as regiões do país. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 27/07.

De acordo com a pesquisa, a flexibilidade de horário e a possibilidade de fazer home office e/ou trabalhar a partir de outros ambientes que não necessariamente o escritório figuram no topo da lista de elementos que mais caracterizam um ambiente de trabalho moderno para os profissionais brasileiros. O primeiro item é mencionado por 68% dos entrevistados, enquanto o segundo aparece em 62% das respostas.

O estudo ainda indica que 41% dos profissionais acreditam que suas empresas poderiam melhorar o uso da tecnologia para trazer mais flexibilidade à rotina de trabalho e permitir a prática de home office. Apesar de enxergarem espaço para melhorias nesses aspectos, praticamente metade das pessoas entrevistadas diz trabalhar remotamente pelo menos uma vez por semana, sendo que os homens (50%) são mais adeptos da prática do que as mulheres (44%).

Atraso no setor público


De um modo geral, a pesquisa mostra que profissionais do setor público têm sido menos impactados pelo uso de tecnologia para a criação de um ambiente de trabalho mais moderno. Entre os profissionais do serviço público ouvidos, 68% afirmam nunca fazer home office. Somente 13% dizem usar algum recurso de Inteligência Artificial no dia a dia de trabalho. Em contrapartida, 60% dos entrevistados do setor público acreditam que a tecnologia está tornando mais fácil o acesso a informações para fins profissionais.

Entre profissionais do setor público, 62% dos profissionais enxergam o acesso e o compartilhamento de informações como o benefício mais importante trazido pelo uso de tecnologia no ambiente profissional. No que diz respeito àquilo que a tecnologia ainda pode contribuir para melhorar, a flexibilidade na rotina de trabalho e a possibilidade de home office aparecem em 46% das respostas dos entrevistados do serviço público. No setor público, 41% dos entrevistados dizem ter um ambiente de trabalho moderno em suas empresas, enquanto na análise geral da pesquisa esse percentual é de 62%.

Inteligência Artificial no escritório

A pesquisa também verificou como os profissionais interagem com recursos de Inteligência Artificial (IA) no dia a dia de trabalho. Segundo o estudo, 25% afirmam usar IA ao trabalhar, enquanto aproximadamente 40% dos profissionais dizem não ter certeza se utilizam. A faixa etária que mais afirma adotar a tecnologia é a de profissionais de 25 a 34 anos (30%), bem como profissionais de Tecnologia da Informação (45%), seguidos por entrevistados que atuam na área financeira (39%). O levantamento aponta que o uso de IA aparece de forma mais latente para os cargos de alto escalão, como CEOs, VPs e diretores.

Recursos de tradução automática de texto/áudio em outros idiomas, transcrição de áudio para texto, assistentes virtuais, ferramentas para priorizar seus e-mails mais importantes e outras que ajudam, por exemplo, a criar o design de uma apresentação a partir de ideias iniciais são alguns casos de uso de Inteligência Artificial que hoje já estão disponíveis para muitos profissionais que utilizam um computador para executar suas atividades, mas muitas vezes não têm total clareza em relação à conexão entre esse recursos e a IA.

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