INTERNET

Fake news já são terceiro maior vetor de vírus no Brasil

Luís Osvaldo Grossmann ... 21/05/2018 ... Convergência Digital

Conteúdo enganoso na internet envenena o debate político e também os smartphones e dispositivos eletrônicos por onde circula. Um novo relatório de segurança digital da desenvolvedora brasileira PSafe afirma que as ‘fake news’ já se tornaram a terceira principal via de disseminação de vírus e softwares maliciosos no país.

“No primeiro trimestre de 2018, o dfndr lab detectou 2,9 milhões de links que direcionavam os usuários às notícias manipuladas, o que representa um aumento de 11,97% deste tipo de ciberataque em relação ao trimestre anterior”, diz Relatório da Segurança Digital no Brasil, com base em informações coletadas em 21 milhões de celulares Android no país.

Segundo o relatório, elaborado pelo laboratório de segurança cibernética da PSafe, o aplicativo dfndr registrou entre janeiro e março deste ano 56,9 milhões de ciberataques com uso de links maliciosos. Como regra geral, phishing, links clicáveis compartilhados via aplicativos de mensagem, notadamente o Whatsapp por ser o mais popular.

Dois terços dos ciberataques identificados foram feitos dessa forma, com algum link para tópico de interesse para chamar a atenção. O relatório mais recente destaca o uso de ofertas falsas de vagas emprego como isca, que sozinhas representam 45% dos ataques – e pelo menos 1,3 milhão de vítimas só no primeiro trimestre.

Pela separação feita pela PSafe, outros 8,14 milhões de ataques se deram por meio de links compartilhados que traziam conteúdo relacionado ao que chama de “publicidade suspeita”, o que inclui notificações falsas sobre o funcionamento do celular, por exemplo, induzindo a instalação de algum aplicativo. É nessa lista que as “notícias falsas” aparecem como condutoras de links maliciosos em 2,9 milhões de ataques identificados.

Com o que representa, até aqui, apenas 5,3% do total de ciberataques, as fake news já teriam sido bem sucedidas em atacar 8,8 milhões de pessoas, segundo projeções do relatório. Também impressiona a alta de 11,97% nesse tipo de abordagem, pois se deu em um período em que o total de ciberataques caiu 14%. Já a via de propagação é quase sempre a mesma. Segundo o documento, 95,7% das notícias falsas identificadas foram compartilhadas pelo Whatsapp.

Saúde, política e celebridades são os temas dominantes nas fake news identificadas como transmissoras de vírus. No primeiro trimestre deste 2018, o troféu de campeã foi para o título “Novo dipirona importado da Venezuela para o Brasil contêm vírus”. Segundo o relatório, a notícia falsa atraiu pelo menos 1,18 milhão de cliques no período.



Perícia digital: Disputa judicial exige mais prazo de armazenamento de dados

"Conflitos judiciais levam mais tempo que o exigido das empresas para armazenamento das informações. Com dados, não há anonimato na Internet", observa João Alberto Matos, do Pio Tamassia Advocacia. Fake News e perfis falsos nas redes sociais mobilizam a maior parte das perícias digitais.

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Para o Ministério Público, “a atitude mostra desrespeito aos Poderes da República Federativa do Brasil". Facebook tem 30 dias para dar esclarecimentos.

Brasileiro precisa entender que os dados valem muito dinheiro

Professor Luca Belli, da FGV/RJ, diz que o Brasil tem 210 milhões de produtores de dados e pode ter uma vantagem competitiva em Inteligência Artificial. "Mas a hora é de abrir a caixa preta e entender os critérios usados na tomada de decisão", observa. Sobre a LGPD, o especialista é taxativo: sem Autoridade de Dados, a legislação não 'pega'.

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"Não haverá Lei de Proteção de Dados sem a Autoridade, mas não podemos ter essa entidade ligada à Casa Civil, ao Ministério da Justiça ou ao CGI. Ela vai fiscalizar a iniciativa privada e o poder público. Precisa ter independência", adverte Carlos Affonso de Souza, do ITS/Rio de Janeiro.

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