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Impasse aumenta na negociação salarial dos profissionais de TI em São Paulo

Convergência Digital - Carreira
Ana Paula Lobo - 31/01/2018

Não houve acordo na quinta rodada de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho dos trabalhadores de TI de São Paulo, realizada nesta terça-feira, 30/01. De acordo com o Sindpd/SP, a comissão patronal manteve sua proposta de retirada de direitos garantidos na Convenção Coletiva da categoria, como os que se referem às viagens a serviço, o fim da obrigatoriedade das homologações no Sindpd e as jornadas flexível e 12x36 sem a participação do sindicato dos trabalhadores.

Os patrões ofereceram um reajuste de 2% - começaram com 1,81%, quando a contraproposta dos trabalhadores ficou em 3,5%. Para o auxílio-alimentação, o sindicato patronal aumentou o valor para R$ 18, mantendo-se os chamados "descontos legais". A nova proposta feita pelos trabalhadores é da manutenção dos R$ 20 e o fornecimento de 24 vales aos funcionários por dia efetivamente trabalhado.

Segundo o Sindpd/SP, nas viagens a serviço, o sindicato patronal manteve a proposta de não considerar o tempo de deslocamento gasto pelo trabalhador como hora trabalhada, não sendo, portanto, remunerado. "Não confundam. Vocês estão confundindo horas in itinere com viagens a serviço. Estou a serviço, não estou indo ao trabalho normalmente", criticou o presidente do sindicato dos trabalhadores, Antonio Neto.

Nas jornadas flexível e 12x36, no teletrabalho e nas homologações no Sindpd, a comissão patronal manteve inalteradas as propostas apresentadas nas rodadas anteriores. Nas duas primeiras, o Seprosp retira do Sindicato da categoria a obrigatoriedade de participar das negociações para a implantação dos respectivos regimes. Igualmente refutada por Neto, a proposta de as homologações não serem obrigatórias no Sindpd também é mais um motivo para o impasse das negociações.

Na cláusula da prestação de serviço, a comissão patronal, informa o Sindpd/SP, propôs incluir a permissão para a contração de trabalhadores autônomos, o que foi rebatido pela representação dos trabalhadores. "Não entra a questão da contratação do autônomo. Trabalhadores serão contratados por regime CLT", defendeu Neto.

Na cláusula das férias, sobre o que diz respeito à estabilidade dos funcionários, o Sindpd deixou clara a importância da negociação com o Sindicato da categoria. "Queremos fazer a negociação com as empresas, explicitar efetivamente como são as estabilidades, explicitar os eventos, para que possamos orientar os trabalhadores", argumentou Antonio Neto.

Em live no Facebook, na noite de ontem, Antonio Neto, reafirmou que vai tentar a negociação até o último momento. "Os petroleiros tiveram nove rodadas para fechar a CCT 2018. Estamos tranquilos porque a CCT 2017 está em vigor até que se tenha uma definição do processo deste ano, seja pela negociação, seja pela Justiça", disse o presidente do Sindpd/SP Ele também ressaltou que a greve será o último recurso.

O impasse entre o sindicato patronal e o sindicato dos trabalhadores está fazendo com que muitas empresas busquem acordos isolados, revela ainda Neto. "Já fizemos isso no ano passado, e esse ano, por conta do momento de TI, muitas empresas não querem esperar pelo acordo global e tentam uma CCT própria com o sindicato. Estamos sentando e negociando", informou o presidente do Sindpd/SP. A próxima rodada da Campanha Salarial 2018 acontecerá na próxima terça-feira, 06 de fevereiro, às 14h30.

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