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FCC rebate Trump e diz que nacionalizar 5G é contraprodutivo

Convergência Digital - Carreira
Luís Osvaldo Grossmann - 30/01/2018

Se o governo de Donald Trump planeja realmente estatizar a rede 5G do país, faltou combinar com a agência americana de telecomunicações, a FCC. Em nota, Ajit Pai, que virou presidente da FCC por indicação de Trump, rechaçou a ideia, vazada no final de semana pelo site de notícias Axios a partir de documentos do conselho de segurança nacional dos Estados Unidos. 

“Eu me oponho a qualquer proposta do governo federal de construir e operar uma rede nacional 5G (...). O que o governo pode e deve fazer é destinar espectro para o mercado e definir regras que encorajem o setor privado a desenvolver e implantar infraestrutura da próxima geração. Qualquer esforço federal de construir uma rede 5G nacionalizada seria uma distração custosa e contraproducente das políticas que precisamos para ajudar os Estados Unidos a vencer o futuro do 5G”, disparou Pai. Não foi o único. Os demais quatro conselheiros da FCC igualmente criticaram a proposta. 

Por mais improvável que seja o plano, ele foi reconhecido como verdadeiro ainda na véspera, quando a secretaria de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, admitiu que “várias coisas estão à mesa”, e que “discutimos a necessidade de uma rede segura”. Conforme o powerpoint divulgado pela Axios, o governo dos EUA teme a espionagem da China e o acesso a chamadas dos americanos. A ironia é que os EUA fazem exatamente isso com o resto do mundo, graças a equipamentos de rede de manufatura americana. 

Em outra frente, no entanto, o governo dos EUA segue firme na política de evitar que as operadoras do país façam negócios com empresas chinesas. Depois da AT&T, que em janeiro se viu forçada a desistir da oferta de aparelhos da Huawei para seus clientes, agora foi a Verizon quem admitiu o mesmo: a empresa acaba de desistir de oferecer o novo Mate 10 Pro da fabricante chinesa, conforme revelado pela Bloomberg. 

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