TELECOM

Presidente da Oi reforça tom conciliador para fechar recuperação judicial

Ana Paula Lobo e Pedro Costa ... 30/11/2017 ... Convergência Digital

Em sua primeira entrevista como presidente da Oi, e já com os poderes concedidos pelo Juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pela recuperação judicial, a maior do Brasil, Eurico Teles reforçou o  tom conciliador. "Queremos uma forma conciliada que não desagrade totalmente a todos. Precisamos apaziguar e trazer dinheiro novo para a empresa", pontuou o executivo, nesta quinta-feira, 30/11, no Rio de Janeiro.

Com o tempo curto - precisa apresentar uma nova proposta de acordo até 12 de dezembro à Justiça - Teles espera que a AGU, como responsável pela consolidação da dívida da Oi com o governo, dê uma resposta até essa data para a proposta de uma espécie de Refis que atenda a capacidade de pagamento da maior operadora país. Segundo Teles, a ideia é acertar R$ 8,5 bilhões por essa via, com uma primeira parcela de 20% e o restante em 20 anos, com correção pelo IPCA. 

Essa parcela corresponde a multas da Anatel que já foram para a esfera judicial. Quanto a outros R$ 6,5 bilhões que ainda estão na esfera administrativa, a Oi indica esperar por uma negociação nos moldes de Termos de Ajustamento de Conduta, com a conversão em investimentos. Mas para isso precisa que o TCU suspensa o veto sobre o assunto, que ainda permanece, e que a própria Anatel encontre uma forma de admitir TAC sobre algo que já recusou.

"A proposta feita à AGU é a que cabe no caixa da companhia. O nosso movimento é para tornar a Oi uma empresa sustentável", afirmou. A dívida da Anatel ficou de fora dessa negociação. "Com a agência vamos negociar o TAC (termo de ajuste de conduta)".  Teles ponderou que a intervenção do governo - advertência feita pelo ministro Gilberto Kassab - já foi mais plausível. "A intervenção é um litígio. A caducidade também tem litígio. O melhor caminho é o da negociação sempre". 

O novo presidente da Oi, que é oriundo da área jurídica, não descarta batalhas judiciais. "Elas podem acontecer, mas o que queremos é o menor litígio. Precisamos fazer essa recuperação judicial. Vou sentar e conversar com todos", afirmou, ao ser questionado sobre o empresário Nelson Tanure e o grupo Pharol. Teles confirmou que a sua missão à frente da Oi é a de fechar e aprovar uma proposta que permita fechar a recuperação judicial ainda este ano. "Tenho convicção que a Assembleia do dia 19 de dezembro vai acontecer e chegaremos a uma solução. O que a Oi e muita gente está precisando é de dinheiro e de novo investimento", completou.O portal Convergência Digital disponibiliza os trechos principais da entrevista com Eurico Teles, concedida durante a inauguração do Oito, projeto de Inovação da Oi, no Rio de Janeiro.


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