INTERNET

Teles querem ter a maioria no Comitê Gestor da Internet

Luís Osvaldo Grossmann ... 21/11/2017 ... Convergência Digital

As operadoras de telecomunicações aproveitaram a segunda etapa de consulta pública sobre mudanças no Comitê Gestor da Internet para voltar à carga na proposta que propõe o CGI.br apenas para o assessoramento técnico e que muda o sistema de decisões privilegiando o setor empresarial.

A proposta apresentada pelo Sinditelebrasil parte do princípio de que definições relacionadas à internet devem ser tomadas “por meio de uma agência reguladora” e “com a criação de superintendência específica”. Bingo para quem acha que tal corte cabe certinho na Anatel. E fortalece o peso dos agentes econômicos nas decisões, sob a ótica de que “é obvio que quem investe precisa estar bem representado”. 

No modelo atual, o CGI.br não tem poder vinculante, nem mesmo em temas óbvios às mencionadas funções técnicas, como na transição para o IPv6. Ainda assim, o Comitê Gestor se consolidou como a voz mais respeitada no país sobre internet, além de ter reconhecimento internacional. 

Na forma como se distribuem as atuais 21 cadeiras, no entanto, as teles têm apenas um voto e não ganham quase nunca, ainda que costumem ser apoiadas com os votos do governo e da Anatel. Na prática, a comunidade científica e o Terceiro Setor prevalecem nos posicionamentos, a começar pela edição do ‘Decálogo’ de princípios que sustentam a atuação do Comitê Gestor. 

Então, mesmo depois de sugerir que o CGI se restrinja a “assessoramento técnico” e que seus integrantes devem “se abster de posicionamentos políticos e ideológicos”, as teles sugerem mudar radicalmente o processo de tomada de decisões. 

A ideia é que elas saiam por maioria de votos. Mas os votos também mudam. O setor empresarial da infraestrutura (teles) teria quatro assentos e um voto. Assim como o setor empresarial de conteúdo. Da mesma forma, o Terceiro Setor manteria quatro cadeiras, mas que também virariam um único voto. E, finalmente, o governo, com cinco assentos, também teria um voto apenas. 

A mudança implica em deixar quatro assentos para a comunidade científica, mas impedi-la de ter voto nas decisões. No seu lugar, como visto, um novo grupo de empresas passaria a fazer parte do CGI.br. E ainda que se admita que operadoras e empresas de internet não sejam exatamente aliadas, quem acompanha o Comitê Gestor sabe que o governo tende a se alinhar com as operadoras. Esse novo contexto, somado ao alijamento da academia, é maioria na certa. 

Na audiência pública realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), na sexta, 17/11, durante o VII Fórum da Internet no Brasil, no Rio de Janeiro, os representantes dos setores governamental, empresarial, comunidade científica e tecnológica e Terceiro Setor apresentaram as suas contribuições sobre a estrutura de governança da Internet no Brasil.

Foram 138 manifestações sobre competências, composição, eleições, mandatos e transparência do Comitê Gestor. Todas as propostas recebidas – tanto da audiência pública como aquelas recebidas pela Web – serão levadas em consideração na elaboração de um documento final pelo CGI.br contendo informações, diretrizes e recomendações para o aperfeiçoamento da estrutura de governança da Internet no Brasil. Esse documento será encaminhado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em 3 de dezembro.


Índia multa Google em R$ 70 milhões por abuso de posição dominante

Comissão de Competição do país entendeu que o motor de buscas favorecia seus próprios sistemas comerciais nos resultados das pesquisas. 

CCJ do Senado aprova projeto que exige consentimento para grupos em redes sociais

PLS 347/16 prevê que aplicações como Facebook, Whatsapp ou Telegram precisam de anuência prévia dos usuários para a criação de novos grupos.

Senador quer cadeia para ‘fake news’, mas só as divulgadas na Internet

Projeto de lei de Ciro Nogueira (PP-PI) prevê reclusão de um a três anos se a notícia falsa for publicada na rede mundial. Se for na televisão ou em jornais impressos, a pena é menor e em regime aberto. TSE chama Google, Twitter e Facebook para conversar.

Pequenos provedores puxam mercado e banda larga fixa cresce 7,15% em 2017

Os ISPs responderam por mais de dois terços do crescimento no número de conexões e viram fatia de mercado passar de 10,9% para 14,6% no Serviço de Comunicação Multimídia. 

Metalúrgica reduz R$ 1 milhão/ano em consumo de água com Internet das Coisas

CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) investiu em tecnologia para monitorar o consumo de água e reduziu o consumo de 3.146 para 52 metros cúbicos por mês.

Revista Abranet 23 . dez 2017 - jan/fev 2018
Veja a Revista Abranet nº 23 Qual é a fórmula do sucesso? Boas práticas aplicadas por corporações bem-sucedidas sugerem um caminho a seguir. Entrevista com Tadao Takahashi. Discussão sobre a lei de proteção de dados avança. E mais.
Clique aqui para ver outras edições

Acompanhe a Cobertura Especial do II Congresso Brasileiro de Internet - Abranet

Empresas da Internet pedem mais segurança jurídica

“O Marco Civil da Internet trouxe base sólida para criar parâmetros para se ter lei mínima para a Internet seguir avançando, mas, infelizmente, vemos varias iniciativas tentando modifica-lo", afirmou o presidente da Abranet, Eduardo Parajo.

Acompanhe a Cobertura Especial do II Congresso Brasileiro de Internet

  • Copyright © 2005-2018 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G