NEGÓCIOS

HP sinaliza fim de reestruturação e HPE nega estar à venda

Por Roberta Prescott ... 04/04/2017 ... Convergência Digital

O processo de reestruturação da HP, liderado pela Meg Whitman, então presidente-executiva da gigante de tecnologia, parece estar chegando ao fim e aponta para a criação de empresas especializadas em nichos de mercado. O movimento segue na direção contrária comparado ao que companhias como a Dell, que comprou a EMC, têm feito para se firmar como um ponto único para compra de soluções de TI, o chamado "one-stop shop".

A antiga HP transformou-se em três empresas: a HP Inc., a Hewlett Packard Enterprise e a recém-anunciada DXC Technology. Todas são autônomas, independentes umas das outras, sem holding e listadas na Bolsa de Valores de Nova York como HPQ, HPE e DXC, respectivamente. Desde outubro de 2014, quando a separação da companhia fundada em uma garagem em Palo Alto, nos Estados Unidos, por William Redington Hewlett e David Packard foi anunciada por Whitman, o mercado assiste a transações de compra e venda de empresas cujo objetivo declarado é estruturar o portfólio.

Ao fim de todas as movimentações (leia mais abaixo), a Hewlett Packard Enterprise se resumirá em uma companhia focada em fornecer servidores, armazenamento, redes, consultoria e suporte para as empresas construírem um ambiente híbrido de TI. Ficam, na nova estrutura, apenas as áreas de enterprise group (EG) e serviços financeiros (HPEFS).

Em encontro com jornalistas nesta terça-feira 04/04, Ricardo Brognoli, que assumiu como presidente para HPE no Brasil, respondendo para Alfredo Yepez, vice-presidente sênior para HPE América Latina, refutou a ideia de que a reestruturação poderia estar preparando a empresa para ser vendida. "Estamos comprando empresas. Companhia que faz isto não está se preparando para ser vendida", afirmou, dando como exemplo a compra da SimpliVity por US$ 650 milhões, com objetivo de expandir a oferta de sistemas hiperconvergentes.

A venda de portfólio — como a área de software para Micro Focus e a TippingPoint para Trend Micro —, destacou Brognoli, trouxe o capital necessário para formatar a nova Hewlett Packard Enterprise. A HPE agora tem focos bastante precisos em soluções para TI híbrida, soluções de dados e análises e soluções de inteligência das pontas (intelligence edge). "O mundo vai ser híbrido e computação em nuvem não necessariamente é pública", disse, ao comentar que a nova HPE visa a ajudar às empresas na jornada de transformação digital. Sobre colocar a inteligência nas pontas, Brognoli explicou que com isto as informações chegam ao datacenter tratadas e não são apenas dados.

Dentro da nova estrutura, as empresas resultantes das divisões atuarão como parceiras de negócios, mas sem exclusividade. Além disto, a HPE rebatizou a divisão focada em implantação de infraestrutura, redes sem fio, desenhar projetos e integração com outros software e hardware. Agora chamada de HPE Pointnext, a área vai atuar junto aos canais da companhia e vai prover serviços de consultoria e transformação; serviços profissionais e serviços operacionais. De acordo com Brognoli, esta divisão tem foco diferente da DXC, que está focada em terceirização de TI, como BPO (business process outsourcing). "Entendo que, em algum momento, tenhamos competição, mas buscaremos parcerias", ressaltou.

Entenda o processo

A primeira efetivação do projeto de divisão da HP ocorreu em 1º de novembro de 2015, quando a gigante de tecnologia passou a operar como duas empresas de capital aberto: a HP Inc., que concentrou o ramo de PC e impressoras, e a Hewlett Packard Enterprise (HPE), que reuniu os negócios voltados ao segmento corporativo e a parte de serviços, que remonta à aquisição da EDS em 2008. A HPE atuava, então, com quatro divisões de negócios: corporativo (enterprise group), serviços (enterprise services), software e serviços financeiros, como leasing e locações de equipamentos (HPEFS).

Esta formação, contudo, não durou muito. Em maio de 2016, a HPE anunciou planos de separar a sua divisão de serviços corporativos (enterprise services) e fundi-la com a CSC (NYSE: CSC), a fim de criar uma empresa especializada em serviços de tecnologia. Em primeiro de abril deste ano, a operação foi finalizada, dando início à DXC, que, no Brasil, é comandada por Luciano Corsini, então presidente da HPE.

O próximo passo na transformação da HPE será concretizado em 1º de junho deste ano quando a área de software será transferida para a Micros Focus, que anunciou, em setembro de 2016, a compra de boa parte dos ativos de software da Hewlett Packard Enterprise, em uma transação avaliada em US$ 8,8 bilhões.

Além disto, a empresa aguarda o sinal verde para a incorporação do provedor de soluções de armazenamento Nimble Storage. O acordo foi anunciado em março último e prevê pagamento de US$ 1,09 bilhão em dinheiro. A Nimble é forte no provimento de soluções de armazenamento híbrido de dados, que combinam discos rígidos e flash.


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