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Computação em nuvem muda o modelo de negócio de data center no Brasil

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Convergência Digital* - 08/12/2016

O mercado de data centers no Brasil ganha a partir de março de 2017, um forte player: a ODATA, idealizada pela Pátria Investimentos. Nessa data, a companhia terá operacional o seu primeiro data center no país, localizado em Santana do Parnaíba, em São Paulo, despois de dois anos do anúncio da operação.

“Chegamos para atender um mercado que passa por grandes mudanças, mas com ótimas perspectivas no Brasil e América Latina. Com a tendência irreversível para a computação e armazenamento em nuvem, além da evolução de oportunidades como a Internet das coisas, Big Data e Inteligência Artificial, sabemos que o tráfego de dados crescerá a taxas muito altas nos próximos anos. Consequentemente, também é crescente a necessidade de locais físicos com as características ideais para a instalação de servidores, com garantia de pleno funcionamento”, afirma Ricardo Alário, CEO (Chief Executive Officer) da companhia e um dos idealizadores da tese junto ao Pátria Investimentos.

As previsões mostram que, até 2018, o tráfego de dados móveis deve chegar a 1.200 exabytes, o equivalente a 11 vezes o volume registrado em 2013. Portanto, o mercado de cloud, até 2020, deve movimentar cerca de US$ 160 bilhões, demandando um grande crescimento do setor de Data Centers. “No Brasil, estamos em um período de transição entre os data centers tradicionais e os cloud data centers. Enquanto na Europa, por exemplo, conseguimos mapear mais de mil data centers de colocation, no Brasil como um todo, conseguimos somar no máximo 35. Nos Estados Unidos, este número supera a 1.500. Nossos Data Centers chegam para atender este mercado”, completa Bruno Pagliaricci, CTO (Chief Technological Officer) da empresa.

Para a instalação do primeiro Data Center, o DC SP01, a empresa avaliou mais de 150 imóveis em diversas regiões de São Paulo. O escolhido, por reunir todas as características necessárias para o negócio, foi um terreno de 23 mil metros quadrados, localizado em Santana de Parnaíba (SP), na região metropolitana da capital. A área atende todos os requisitos em termos de energia, segurança e telecomunicações.

Projetado pela empresa Quark-Aceco, referência no segmento, o espaço conta com ampla disponibilidade de energia, com substação própria de 20 MVA, completa automação de controle de acesso, gerenciamento integrado de todas as instalações prediais, conectividade com diversas empresas de telecomunicações, operação própria e time de manutenção on-site. “Pensar nos detalhes e na qualidade de todos os equipamentos e distribuição das áreas nos data centers são fundamentais para atender nossos clientes com flexibilidade, que tem demandas distintas entre si”, completa Pagliaricci.

A ODATA, já preocupada com a sustentabilidade do projeto, também investiu em tecnologias para diminuir o consumo energético, como por exemplo, a refrigeração dos ambientes críticos são feitos com equipamentos que utilizam “indirect free cooling”,  método que utiliza a baixa temperatura externa do ar para auxiliar na refrigeração. “Além disso, toda a obra é desenvolvida dentro dos padrões definidos pelo Green Building Council. O nosso objetivo é obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) Gold, com base nos princípios de sustentabilidade aplicados à construção”, afirma Alário.

A empresa também tem a missão de expansão para América Latina e as negociações na região já iniciaram. Países como Colômbia, Chile, Argentina, Peru e México estão entre os mercados alvo no curtíssimo e médio prazos. “O nosso objetivo é sermos reconhecidos pela qualidade dos serviços prestados e da infraestrutura oferecida. Reunimos um time com expertise ímpar no segmento para criarmos uma nova referência para o mercado brasileiro”, finaliza Alário.

O nome ODATA foi escolhido cuidadosamente. A palavra ODA, de origem japonesa, significa “ordem” e representa os princípios de disciplina e organização, essenciais para o um data center de missão críticas. Data, por sua vez, em latim, representa os dados que são o foco principal de todo o negócio. O investimento está sendo feito por meio do terceiro fundo destinado ao segmento de infraestrutura da Pátria, que conta com US$ 1,7 bilhão em recursos e tem cinco investidas, com a Vogel, focada em fibra óptica, e a Highline, de torres de telefonia móvel.

*Com informações da ODATA

 

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