INOVAÇÃO

Cloud e IoT são alicerces para os próximos 25 anos do Linux

Ana Paula Lobo* ... 25/08/2016 ... Convergência Digital

Há 25 anos, o finlandês Linus Torvalds anunciava um projeto pessoal que mudou o mundo da Informática: surgia o Linux. Duas décadas e meia depois, o kernel do Linux
suporta mais de 80 arquiteturas diferentes, segundo o próprio Torvalds, e conta com 22 milhões de linhas de código mantidas por uma comunidade com mais de 5 mil desenvolvedores de cerca de 500 empresas que continuam contribuindo para aperfeiçoamentos.

Reportagem do InfoWorld dos Estados Unidos, mostra que um novo kernel é lançado a cada nove a 10 semanas, incluindo uma média de 7,8 mudanças por hora. E o futuro do Linux se desenha nas aplicações na nuvem O levantamento mostra ainda que um erro comum sobre o Linux persiste até hoje: o de que ele é um sistema operacional completo.

Linux, estritamente definido, é o kernel do sistema. O produtor de uma distribuição Linux - seja Red Hat, Ubuntu, Fedora, OpenSUSE ou qualquer outra - define o restante do sistema operacional em torno do kernel. Cada distribuição tem suas próprias idiossincrasias, preferindo métodos próprio para a realização de tarefas comuns, tais como gerenciamento de serviços e ferramentas de configuração.

Isso explica por que o Linux se tornou tão difundido em tantas facetas diferentes. Um sistema Linux pode ser tão grande ou tão pequeno quanto necessário. Adaptações do kernel do Linux podem comandar um supercomputador ou um relógio, um laptop ou um switch de rede. Inclusive, dispositivos de Internet das Coisas. Como resultado, o Linux tornou-se o sistema operacional que sustenta a maioria dos serviços de Internet e de plataformas móveis.

Para crescer dessa formas, o sistema precisa manter o interesse dos melhores desenvolvedores de software do planeta incluindo-os em um ecossistema que exige reciprocidade no compartlhamento de código-fonte.

A licença GPLv2 é o alicerce desse ecossistema de desenvolvimento vibrante. Se o kernel não suportar uma parte específica do hardware, um desenvolvedor pode escrever um driver de dispositivo e compartilhá-lo com a comunidade, permitindo que todos possam se beneficiar do seu trabalho. Se outro desenvolvedor descobrir um problema de desempenho para uma determinada carga de trabalho, pode corrigi-la e contribuir para que seja corrigida por todos.

Não por acaso, “a busca de talentos Linux está em alta”, afirma Shravan Goli, Presidente da Dice, responsável pelo Open Source Jobs Report 2016, que faz uma previsão do mercado de trabalho Linux baseada em uma pesquisa de gerentes de contratação e nos profissionais Linux. E um dos grandes fatores para isso é o  crescimento das plataformas de nuvem OpenStack e CloudStack.

Mas nem tudo são flores para o Linux. No Brasil, a situação é complicada. De acordo com a 27ª Pesquisa Anual do Uso de TI, feita pelo professor Fernando Meirelles, da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo, o open source - Linux + sabores Unix - não vingou nos desktops - onde a Microsoft tem um domínio absoluto com 97% do mercado - e está perdendo a vez nos servidores de forma continuada nos últimos anos.

Em 2016, o Open Souce registra pouco mais de 22% do mercado de servidores brasileiro, mas com uma tendência de perda de espaço registrada nos últimos anos - já chegou a ter quase 40% em 2010. A pesquisa mostra que, em 2016, o Linux fica com 16% e os outros sabores Unix, com 7%. O grande rival Windows responde por 72% dos sistemas operacionais nos servidores.

*Com Infoworld EUA e agências internacionais


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