GESTÃO

TCU defende base única para análise de dados na administração federal

Luís Osvaldo Grossmann ... 25/08/2016 ... Convergência Digital

Ao abrir o segundo seminário ‘Brasil 100% Digital’, o Tribunal de Contas da União defendeu nesta quinta, 25/8, a adoção de uma base de dados comum, “suprapoderes”, como forma de agilizar e melhorar a qualidade dos serviços de tecnologia da informação no Estado, especialmente com a adoção de ferramentas de análise de dados. 

O presidente do TCU, Aroldo Cedraz, já em sua primeira manifestação defendeu como lema “analytics now”. “Não podemos prescindir desses avanços tecnológicos. Precisamos encarar a TI como essência do governo que queremos, ágil, eficiente e transparente em suas atividades. A receita é conhecida: dados abertos para que toda a sociedade possa tomar conhecimento e utilizar e construir a partir deles novas aplicações”, sustentou. 

Mas como destacaram especialistas, “não temos ainda uma cultura de dados abertos, nem de compartilhamento, no Estado brasileiro”, nas palavras do secretario de gestão da informação do Tribunal de Contas, Wesley Vaz. “Temos que melhorar fluxo de dados: obter, dar qualidade, segurança, análise, disponibilidade”, emendou o diretor de pesquisa e informações estratégicas do Ministério da Transparência, Gilson Libório.

A ordem para isso já existe, particularmente a partir do Decreto 8.789, que determina como regra o compartilhamento das bases de dados entre os órgãos públicos. Mas se a cultura da custódia muda lentamente, o uso da análise de dados como ferramenta para melhorar os serviços públicos tem fortes defensores. 

“É necessário o desenvolvimento de cultura para resultados, colaborativa. Talvez seja necessário pararmos para pensar em uma estrutura que seja comum a todos, uma plataforma compartilhada de informações públicas, suprapoderes, para que a partir dela tenhamos condições de alavancar os trabalhos”, afirmou o secretario de gestão da informação do TCU. 

O próprio TCU sinaliza com um modelo que já começou a ser usado, chamado Labcontas, na prática um sistema de informações em nuvem com dados compartilhados entre 25 órgãos públicos, notadamente tribunais de contas – 18 deles. A ideia por trás desse exemplo e da proposta de um sistema geral do Estado é otimizar o uso dos dados. “A maior parte do trabalho, 70% ou mais, é repetitivo, de carga de dados”, explica Vaz. 


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