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Itaú Unibanco cria centro de excelência para blockchain

Convergência Digital
Por Roberta Prescott - 03/07/2016

“A Internet foi salto quântico de mover informações; o blockchain é [salto quântico] de mover ativos”, afirmou Maurício Alban Salas, superintendente de arquitetura do Itaú Unibanco, em palestra durante o Ciab. Antes de mostrar as ações que o banco está fazendo para surfar na onda do blockchain, o executivo reconheceu que a “mensagem que o bitcoin traz é que ele está funcionando e, quando falamos isto, falamos que blockchain está funcionando”.

Membro do R3, uma empresa de tecnologia financeira dedicada a entender as necessidades dos bancos e viabilizar soluções de blockchain a eles, o Itaú Unibanco também criou um centro de excelência com frentes estratégica, tecnológica e funcional. O banco trabalha para identificar e liderar parcerias de negócio e alianças estratégicas, além de mapear oportunidades e cenários. “Em blockchain temos de ser muito generosos, porque quantos mais participamos mais podemos tirar proveito”, disse.

Entre as possibilidades de adoção, Alban Salas citou o uso de blockchain como tecnologia para resolver problemas internos, como transações entre sistemas privados, e uso na negociação de debentures, com objetivo de reduzir a intermediação dos bancos no processo de emissão e negociação.

Além disto, o executivo apontou o uso, em diferentes níveis de complexidade de parceria, para programas de fidelidade e transferência entre valores. Pagamentos internacionais também estão no foco, uma vez que blockchain pode diminuir riscos, excluir exigências de garantias em dinheiro e mostrar uma solução menos custosa e mais rápida para se transferir dinheiro.Outra utilização é a praticidade na comprovação de identidade, no compartilhamento de dados entre instituições e na ampliação da capacidade de análise de comportamento de clientes.

Ao falar de um caso de uso específico, o superintendente do Itaú Unibanco afirmou que, se usado para programas de fidelidade, o blockchain poderia criar alternativa para sistema de pontos em que o cliente possui uma carteira capaz de creditar e debitar pontos de qualquer parceiro e ou emissor, concentrando, assim, as informações de diferentes programas. No entanto, para que tudo isto se concretize, o caminho ainda é longo e tem desafios de escalabilidade, custos, governança, interoperabilidade, privacidade e simplicidade, completou. 

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