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Uso da nuvem muda os investimentos em TI dos bancos brasileiros

Convergência Digital
Por Fábio Barros, especial para o Convergência Digital - 21/06/2016

Parte da pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2015, divulgada nesta terça-feira, 31/05, aponta que o setor bancário brasileiro continua investindo maciçamente em TI. Em relação às 10 maiores economias do mundo, o Brasil ocupa, com base na proporção do PIB (Produto Interno Bruto), o 7º lugar em gastos com tecnologia da informação no setor bancário, e é o país entre os BRICs que mais investe em TI proporcionalmente ao tamanho da economia. 

A pesquisa, que será integralmente divulgada durante o CIAB 2016, que acontece de 21 a 23 de junho, aponta que os investimentos e as despesas em TI somaram R$ 19,2 bilhões em 2015. Desse total, 44% foram destinados a software, 35% a hardware, e 20% a telecom. No Brasil, o setor bancário é responsável por 13% dos investimentos e despesas feitas em tecnologia da informação, mesmo percentual que a estatística mundial.

Ao analisar investimentos e despesas separadamente, a pesquisa mostra que os investimentos em TI caíram de R$ 8 bilhões em 2014 para R$ 5 bilhões em 2015. Já as despesas subiram de R$ 13 bilhões em 2014 para R$ 14 bilhões no ano passado. Para Gustavo Fosse, diretor setorial de tecnologia e automação bancária da Febraban, essa redução se deve a uma série de fatores, entre eles uma mudança no perfil dos gastos feitos pelos bancos.

“Começamos a ver uma utilização maior de cloud computing. E se eu levo meu data center para a nuvem, ou compro aplicativos em nuvem, meus investimentos caem e aumentam minhas despesas”, compara, lembrando que o uso da nuvem é uma tendência global, com a compra de infraestrutura e software como serviço.

A tendência, no entanto, não se aplica aos dados dos clientes. “Por exemplo, sistemas de conta corrente e de CRM não devem ir para a nuvem, mas os bancos estão levando outros, como os de colaboração, biblioteca. Há muitos sistemas que não envolvem clientes e que podem ir para a nuvem”, afirmou.

Sobre o foco, Fosse ressaltou que as despesas e investimentos com telecomunicações se mantiveram estáveis, representando 20% do total em 2014 e 2015. Já em hardware, o percentual caiu de 40% em 2014 para 35% em 2015.

O crescimento ficou por conta do software, que em 2014 representava 39% do total de despesas e investimentos e, no ano passado, chegou a 44%. “Esse crescimento se deve à busca dos bancos em levar melhores soluções para seus clientes e por eficiência operacional. Tudo isso torna natural o aumento em software”, completou Fosse.

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