SEGURANÇA

Nove em cada 10 empresas no Brasil admitem violações graves na segurança

Ana Paula Lobo* ... 18/05/2016 ... Convergência Digital

Nove em cada 10 organizações no Brasil foram atingidas, por pelo, menos uma violação de segurança no ano passado, sendo que a maioria das violações foram classificadas como graves, de acordo com o novo relatório divulgado pela CompTIA, associação do setor de TI, sem fins lucrativos e reconhecida mundialmente como referência em certificações vendor-neutral.

A pesquisa aponta que 73% das organizações relataram alguma brecha no ano passado. Na comparação com os demais países pesquisados, o Brasil ficou entre os mais vulneráveis a riscos de segurança. "Apenas 13% das empresas brasileiras afirmaram não ter tido qualquer tipo de experiência com violação de segurança", destacou a executiva de negócios da CompTIA, Tatiana Falcão. O relatório Tendências Internacionais em Segurança Cibernética revela que as organizações estão alterando as práticas e políticas de segurança devido à maior dependência da computação em nuvem e soluções de tecnologia móvel.

"Nossa pesquisa também constatou que 90% das empresas brasileiras esperam que cibersegurança torne-se uma prioridade mais elevada ao longo dos próximos dois anos", disse Tatiana. Ainda segundo a executiva, existe uma forte tendência no País de direcionamento de recursos para o aprimoramento do desenvolvimento profissional dos funcionários. A CompTIA tem realizado grandes volumes de investimentos no Brasil e a procura pelas certificações duplicou no último ano, esse aumento também reflete a demanda crescente sobre cibersegurança no Brasil.

No Brasil 87% das organizações disseram que experimentaram pelo menos uma violação de segurança cibernética ou incidente nos últimos 12 meses. Oitenta e um por cento das empresas brasileiras relatam violações de segurança cibernética relacionadas a dispositivos móveis, tais como dispositivos perdidos, malware móvel e ataques de phishing, além da desativação dos recursos de segurança pelos funcionários. Os erros humanos são os que mais causam riscos a segurança cibernética com 58%, contra 42% de erros tecnológicos.

Os principais pontos que necessitam de atenção na abordagem da cibersegurança no Brasil são:

Mudanças nas operações de TI;
Mudanças nas operações comerciais ou na base de clientes;
Adquirir conhecimento por meio de treinamento e certificação;
Foco em uma nova indústria vertical;
Relatórios de violações na cibersegurança de outras empresas.
Nove em cada 10 executivos e gerentes no Brasil acreditam que é importante testar o funcionário após o treinamento de segurança cibernética para confirmar os ganhos de conhecimento, enquanto que 93% indicam que as certificações para profissionais de TI são valiosas ou muito valiosas como uma forma de validar conhecimentos e habilidades relacionadas à segurança cibernética.

Mais de 1.500 executivos de negócios e de tecnologia em 12 países foram pesquisados. O relatório inclui dados da Austrália, Brasil, Canadá, Alemanha, Índia, Japão, Malásia, México, África do Sul, Tailândia, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Reino Unido (UK). No Brasil, 126 executivos foram pesquisados. O relatório International Trends in Cybersecurity é baseado em uma pesquisa online com 1.509 executivos de negócios e de tecnologia realizada em janeiro e fevereiro de 2016. Para baixar o relatório visite https://www.comptia.org/resources/international-trends-in-cybersecurity.

*Com informações da CompTIA






NEC - Conteúdo Patrocinado - Convergência Digital
Multibiometria: saiba como ela pode cuidar da sua segurança digital

Plataforma Super Resolution, que integra espaços físicos e digitais, será apresentada pela primeira vez no Brasil no Futurecom 2018. Um dos usuários da solução é o OCBC Bank, de Cingapura. A plataforma permite o reconhecimento instantâneo das pessoas à medida que se aproximem da agência.

EUA voltam a acusar China de espionagem cibernética

Agência de Segurança Nacional alega que os chineses violam acordo para restringir esse tipo de ‘ataque’ firmado em 2015.

Brasileiro desconfia que Lei de Proteção de Dados não vai 'pegar'

Pesquisa mostra que 58% não estão confiantes de que a legislação trará os avanços necessários para a proteção dos dados. Maioria se mostrou bastante preocupada com ataques hackers e de vírus cibernéticos.

Salvador integra 1900 câmeras em sistema único de segurança

Iniciatva permitiu reunir os dados dentro da Secretaria do Estado da Bahia. Equipe faz agora  reconhecimento facial, contagem de pessoas, identificação de placas de veículos, entre outros, revela Rômulo Horta, diretor de Marketing da Huawei Enterprise.  Mais projetos estão ganhando espaço no mercado nacional.

Roubo de dados e DDoS se amplificam e vão dar muita dor de cabeça às empresas

Para o vice presidente da A10 Networks, Alex Maduro, o 5G vai dar um salto na qualidade das conexões, mas também vai aumentar o patamar de riscos cibernéticos.



  • Copyright © 2005-2018 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G