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Google perde vez no Brasil por teimosia em não ter data center local

Convergência Digital
Ana Paula Lobo - 10/05/2016

As três principais preocupações do gestor de Tecnologia da Informação no Brasil para investimentos em 2016 são: infraestrutura e Data center, BI e Analytics e cloud computing, revela estudo do Gartner. E nessa estratégia, o Google  - que se consolida nos Estados Unidos como fornecedor de cloud do governo, por exemplo - ao resistir a ter um data center no Brasil está perdendo vez e espaço para rivais diretos como a Microsoft e a Amazon.

"A Microsoft tem quatro data centers no Brasil. E com isso recuperou boa parte dos clientes perdidos para o Google. As organizações estão exigindo seus dados armazenados no país. A pressão é corporativa não é mais do governo", sustentou o vice-presidente e analista emérito do Gartner, Donald Feinberg.

"A SAP, que também promete, agora, está usando o da IBM. Não haverá missão crítica em cloud se não houver data center no país. E com isso, Microsoft, Amazon e empresas locais, como a TIVIT, e outras que tenham data center crescem na preferência", acrescentou o especialista do Gartner, que nesta terça-feira, 10/05, participou de coletiva de Imprensa da Conferencia Gartner Business Intelligence, Analytics & Information Management, realizada em São Paulo.

Os especialistas do Gartner destacaram o momento econômico do Brasil e projetam que o gasto com TI em 2016 ficará em torno de US$ 80 bilhões, bem abaixo dos US$ 114 bilhões, registrados em 2014 e ainda abaixo dos US$ 95,6 bilhões do ano passado.

"2016 será melhor do que 2015, quando a queda nos gastos ficou em 30%. Esse ano, ainda haverá um resultado negativo de 12,9%, mas a boa nova é que acreditamos que voltará a ficar positivo em 2017, com cloud computing liderando esses aportes. A crise determina investir em cloud computing", completou Donald Feinberg.


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