21/09/2015 às 11:11
Inclusão Digital


Mais da metade da população mundial segue sem acesso à Internet
Convergência Digital*

Mais da metade da população mundial ainda está fora da Internet e, pior, o crescimento do número de pessoas que estão se conectando à Rede Mundial está diminuindo, adverte a Comissão de Banda Larga da Organização das Nações Unidas, nesta segunda-feira, 21/09. A desigualdade é uma realidade no mundo virtual. Tanto que o estudo mostra que nos países mais ricos, o acesso está atingindo níveis de saturação, mas 90% da população dos 48 países mais pobres do mundo não têm nenhuma forma de conexão, apontou o relatório da ONU.

Segundo o estudo, a taxa de crescimento dos acessos à Internet deverá ficar em 8,1% em 2015, abaixo do registrado em 2014, quando ficou em 8,6%. Até 2012, as taxas de crescimento tinham ficado em dois dígitos por muitos anos. "Chegamos a um ponto de transição no crescimento da Internet", assinala o relatório.

A comissão, criada em 2010 pela União Internacional das Telecomunicações e a Unesco – a agência científica e cultural da ONU –, disse ser improvável que a marca de quatro bilhões de usuários de Internet seja alcançada antes de 2020. O texto observa ainda que o crescimento no aumento do número de assinantes do Facebook está ultrapassando o da Internet.

"Mais da metade da população mundial - cerca de 57%  - ainda não usa a Internet regular ou ativamente", diz o relatório. A forte desacelaração na aquisição de celulares em 2015 e o alto custo para levar infraestrutura de telecom aos lugares remotos são apontados como fatores para o não uso da Internet por essa parcela da população mundial.

Até o final deste ano, 3,2 bilhões de pessoas terão alguma forma de acesso regular à Internet, em contraposição aos 2,9 bilhões de 2014. Isso representa 43,4% da população do mundo, ainda muito aquém da meta de 60% fixada pela ONU para 2020. As mulheres nos países mais pobres estão particularmente em desvantagem, disse o relatório. No mundo em desenvolvimento, 25 por cento menos mulheres do que homens tinham acesso à Internet, um porcentual que sobe para 50 por cento em algumas partes da África subsaariana.

*Fonte: Agências de notícias


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