GOVERNO

Exército usou software Guardião para monitorar redes sociais

Ana Paula Lobo* ... 17/07/2013 ... Convergência Digital

Em entrevista ao Jornal O Globo, o chefe do Centro de Defesa Cibernética, general José Carlos dos Santos, assumiu que durante a Copa das Confederações - ápice das manifestações populares - as redes sociais foram monitoradas para envio de dados à Polícia Federal e às secretarias de Segurança nos estados onde ocorriam os protestos.

De acordo com a reportagem, publicada nesta terça-feira, 17/07, a técnica utilizada - por meio do software Guardião, da brasileira Dígitro é semelhante à utilizada pela NSA, do Estados Unidos, organismo sob suspeita de espionagem.

Mas as semelhanças param por aí. Enquanto a NSA foi denunciada ao mundo por um ex-técnico da CIA, Edward Snowden, como órgão que fazia espionagem nas redes, o Exército brasileiro adquiriu uma ferramenta de uma empresa nacional, seguindo os trâmites legais previstos para as contratações púbicas.

E utilizou a ferramenta num momento de alta tensão para a segurança nacional e internacional, uma vez que a Copa das Confederações é um evento FIFA. Além do Exército, a Politica Federal e o Ministério Público Federal também contrataram o guardião, além de diversos organismos de segurança pública de governos estaduais.

Monitoramento

De acordo com o general José Carlos Santos, o monitoramento feito pelo Exército é legal. Esse acompanhamento é necessário por envolver questões de segurança nacional, o que legitima e justifica essa ação, avalia ele. O militar informou que a parceria com a Polícia Federal também tem legitimidade até porque as Forças Armadas não atuam na ponta, o que é função da polícia.

O centro de Defesa Cibernética funciona no quartel-general do Exército, em Brasília. Da central de monitoração, Santos comandou um grupo de 50 militares responsáveis por identificar eventuais líderes das manifestações, pontos de potencial conflito e organização de atos de vandalismo. Agentes e delegados da PF atuaram em conjunto com o Exército.

Outros 24 militares — quatro em cada uma das seis sedes da Copa das Confederações — participaram do monitoramento dos protestos. Novas manifestações poderão ser acompanhadas pelo Centro de Defesa Cibernética e pelo setor de inteligência do Exército.

Santos afirmou à reportagem que o monitoramento e a filtragem de dados das redes sociais pararam com o fim da Copa das Confederações. Segundo ele, em nenhum momento o Exército filtrou dados que não fossem informações públicas, divulgadas nas redes sociais pelos ativistas.

*Com informações do Jornal O Globo


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