NEGÓCIOS

Na Senior, desoneração trouxe economia de R$ 200 mil/mês

Ana Paula Lobo ... 15/03/2012 ... Convergência Digital

Desenvolvedora nacional de software de gestão,a Senior sustenta que a desoneração da folha de pagamento - medida que beneficiou o setor de software no Plano Brasil Maior - traz uma economia de R$ 200 mil/mês. Empresa promete ir às compras e planeja investir R$ 24 milhões em P&D.

Nesta quinta-feira, 15/03, a Senior revelou os números da companhia em 2011. A empresa gerou R$ 400 milhões em volume de negócios e um crescimento de 14% em relação a 2010, quando contabilizou R$ 362 milhões. Para 2012, apesar das incertezas econômicas e da situação desconfortável da indústria brasileira - usuária dos produtos de ERP e de gestão de pessoas da Senior - está mantida a expectativa de crescimento em torno de 20%, e um volume de R$ 480 milhões.

"O primeiro trimestre mostrou que estamos certos em apostar em crescimento. Há uma retomada das compras e uma mobilização das empresas para atualizarem e/ou trocarem suas plataformas de gestão empresarial. O mercado está andando", diz Hermínio Gastaldi. Indagado sobre o maior desafio, hoje, para a indústria de software brasileira, o presidente da Senior, Jorge José Cenci, foi taxativo: falta mão-de-obra qualificada.

"Existe uma grande dificuldade para formar jovens e mantê-los na profissão. A Engenharia civil está levando esses jovens e precisamos trabalhar muito. Há projetos do governo em andamento, mas acredito que temos de fazer mais e rápido. É uma batalha que corremos o risco de perder", complementa o diretor de Mercado, Hermínio Gastaldi.

Sobre a desoneração da folha de pagamento - medida do plano Brasil Maior e que beneficia o software com a redução da alíquota de 20% do INSS para 2,5% do faturamento total - Cenci disse que já contabiliza os ganhos. "Economizo R$ 200 mil/mês, e essa quantia estou revertendo para capacitação e inovação, desenvolvimento de novos produtos. Foi a melhor medida porque beneficia quem faz as coisas de forma correta", sustenta.

Em 2012, o maior desafio da Senior será o de entrar na seara da mobilidade e do mundo do software como serviço (SaaS), a partir do conceito de computação na nuvem. Os primeiros aplicativos na área serão conhecidos em junho, e Gastaldi, diretor de mercado da empresa, assume que foi preciso rever todos os processos internos. "Temos o modelo de aluguel de licença com contratos de 24 meses, mas SaaS muda todo o modelo e exige integração tecnológica para termos o pilar do serviço - suporte, manutenção e implementação - atendidos. É uma maneira nova de fazer negócios", destaca.

Ciente da concorrência acirrada na área de ERP, a Senior também se prepara para ir às compras."Vamos ao mercado comprar empresas que nos complementem. Tanto na parte de canal de distribuição como na parte de produtos", diz Cenci. Também há um forte interesse de ampliar presença nas regiões Norte e Nordeste. Empresa de capital fechado, com sede em Blumenau, a empresa, neste momento, não pensa em ir ao Novo Mercado. "Temos recursos próprios e o apoio do BNDES para fazermos nossas aquisições", complementa o presidente da Senior.


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