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Globo.com usa algoritmos para definir o que o leitor vai ler

Convergência Digital
Por Carmen Lucia Nery, especial para o portal Convergência Digital - 05/07/2016

A Globo.com está utilizando algoritmos para definir o que o leitor vai ler nas suas páginas informou no painel Profissionais do Futuro, durante o Rio Info 2016, que acontece esta semana, no Rio de Janeiro, Newton Fleury Filho, que atua na área de marketing de produto do portal.

Em sua apresentação, “As novas tecnologias e o papel do cientista de dados”, Fleury detalhou o projeto do uso de big data, machine learning, algoritmos e analytics para definir as recomendações de notícias aos usuários do portal em substituição ao editor, hoje responsável apenas pela primeira página.

O método está sendo usado em 100% nas seções GShow, de entretenimento, e Techtudo, de tecnologia. Em outras áreas como esportes, a questão é mais complexa porque tem de lidar com as nuances das rodadas esportivas cujo timing não consegue ser acompanhado pelo algoritmo.

“No Globo.esporte.com usamos em apenas 5%, pois pode ocorrer de vir nas recomendações que um jogador é dúvida para a partida, e a manchete postada pelo editor já pode vir apresentando o gol que ele fez. Nos outros sites, Gshow e Techtudo, o nível de conversão (o leitor clica no link e lê a notícia) é muito superior à obtida pelas notícias postadas pelo editor, pois as recomendações são feitas com base no histórico de navegação do leitor no portal e nos hábitos de leitores semelhantes”, explicou Fleury.

Para isso, a Globo.com conta com uma equipe com múltiplas habilidades – matemática, estatística, computação – em vez de um cientista de dados no conceito mais restrito do termo. Ele apresentou dados de que este profissional, que une conhecimento matemático/estatístico, computação e negócio, é conhecido como “unicórnio”, ou seja, não existe no mercado.

“Preferimos o conceito definido pela Mckinsey, que defende uma multiplicidade de talentos atuando em equipe onde todo mundo é cientista de dados, tem gente com formação em desenvolvimento de software, estatísticos, matemáticos e marketing de produtos”, distingue, acrescentando que nenhum é jornalista. Fleury mesmo não é jornalista, mas, sim, um profissional de marketing e admite que em algumas redações do portal, como G1, o método da edição por algoritmos não é bem-vista.

“O Techtudo já tem um modelo diferente, no qual temos uma cultura de performance e dados forte e até buscar pautas a partir de monitoramento de busca. Gshow o jornalista tem medo da perda de controle”, concluiu.

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Empresa conta com uma equipe com múltiplas habilidades – matemática, estatística, computação – no lugar de um time de cientista de dados. Modelo, no entanto, enfrenta resistência interna.

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