GOVERNO

Adesão de órgãos públicos à transição para IPv6 ainda é baixa

Luís Osvaldo Grossmann ... 14/08/2015 ... Convergência Digital

A primeira etapa da migração para IPv6 nos sistemas da administração federal indica baixa adesão dos órgãos públicos ao cronograma estipulado pelo Ministério do Planejamento no ano passado. Dentre os 216 órgãos, apenas 52 confessam a quantas anda o processo – e desses, menos da metade implantou as metas estipuladas para março deste ano.

“Muitas das metas são postergadas devido a justificativa de dependerem de conhecimento técnico para a operacionalização do IPv6”, avalia a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação no primeiro relatório de avaliação sobre a transição para o novo sistema de endereçamento na internet. O documento completo está em www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/transicao-do-ipv4-para-o-ipv6/relatorios-de-avaliacao-ipv6.

Em outubro, quando apresentou o plano com metas semestrais até 2018, a SLTI já reconhecia dificuldades. “Mesmo tendo estruturas físicas e lógicas internamente preparadas em suas redes locais e aplicações, bem poucos órgãos possuem qualquer tipo de implementação do protocolo IPv6. O conhecimento e a qualificação dos profissionais para tratar com o protocolo são incipientes.”

Segundo o relatório, dos 52 órgãos que prestaram informações, apenas 22 (42%) solicitaram bloco de endereçamento IPv6 ao seu provedor de acesso à internet. Somente 17 já possuem saída de internet em IPv6 “efetivamente, em fase de testes ou mesmo com a conexão ativa, testada e habilitada”, e 10 já habilitaram o seu servidor de domínio (DNS) no novo protocolo.

O dado mais animador do levantamento sobre a situação em março é que um terço dos sites na web já está disponível em IPv6 – 1.831 de 5.199 sítios de órgãos públicos na rede. “Estes dados parecem promissores e ultrapassam a meta que era ter um único sítio de governo já publicado em IPv6”, anota o relatório da SLTI.

A Secretaria conclui, assim, que “a Etapa 1 foi apenas parcialmente atingida”, mas acredita que “muitos dos órgãos que ainda não atingiram as metas já apresentam iniciativas internas e tendem a acompanhá-las a partir da Etapa 2 ou 3 do Plano de Disseminação”. A depender desse andamento, a SLTI pode, ao longo deste 2015, “elaborar instrumentos normativos que acelerem estas ações”.


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