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Avião mais rápido do mundo vai usar a AWS como provedora de dados

Convergência Digital
Por Roberta Prescott* - 04/12/2020

"Então, o que uma revolução na computação de alto desempenho tem a ver com uma revolução em aeronaves de alto desempenho. O que é computação em nuvem tem a ver com voarmos através de nuvens reais", questionou Blake School, fundador e CEO da Boom Supersonic, ao participar do AWS re:Invent 2020, realizado pela primeira vez de forma online. School, engenheiro de software construindo a próxima empresa de aeronaves comerciais de viagens aéreas, aposta que, até o final da década, milhões de viajantes diários desfrutarão os benefícios do voo supersônico a bordo de um avião comercial duas vezes mais rápido do que qualquer voo atual. "Isso significa que Tóquio estará a apenas quatro horas e meia de Seattle e Londres, a apenas três horas e meia de Nova York", ressaltou.

Para ele, tudo isso é possível graças aos avanços da informática, que permitiram a uma startup provocar uma revolução na velocidade. "Há 20 anos, atingi dois marcos importantes na vida, como um recém-formado. Comecei meu primeiro trabalho na Amazon como engenheiro de software e comecei a ter aulas de voo no campo da Boeing. Na mesma época, a Amazon estava construindo web services fundamentais que mais tarde se tornariam a AWS, traçando um novo futuro da computação em todos os setores. Mal sabia eu que essas coisas se cruzariam de forma tão poderosa em meu futuro", contou.

A Boom está projetando e construindo o que diz ser o avião comercial mais rápido e sustentável do mundo. E anunciou a contratação da AWS. "A computação de alto desempenho é a chave para esta nova era de design de aviões e a AWS é o provedor de nuvem líder, o que nos permite alavancar uma ampla gama de recursos e serviços. Além disso, o foco implacável da Amazon no cliente significa que algumas das melhores mentes da computação em nuvem estão ajudando a Boom a inovar e ca hegar ao mercado mais rapidamente", justificou.

Blake School, fundador e CEO da Boom Supersonic, explicou que, antes da era dos engenheiros de computação, os aviões eram projetados em rascunhos de papel e réguas de cálculo; eram construídos modelos e testados em túneis de vento, levando a um processo de iteração lento e caro. "Hoje, para projetar aviões mais rápidos, é necessário computadores e métodos computacionais mais rápidos que aproveitem a AWS, economizando literalmente anos de programação e milhões de dólares. Além disso, porque agora podemos testar muitos designs de forma rápida e econômica. Podemos entregar um avião melhor", assinalou School.

A expectativa é que o primeiro jato supersônico desenvolvido de forma independente seja lançado em outubro. "Centenas de projetos de aviões possíveis passaram por testes virtuais de túnel de vento, abrangendo milhares de cenários de voo. Porque a AWS nos permitiu executar muitas centenas dessas simulações simultaneamente alcançamos um aumento de seis vezes na produtividade da equipe. Simplificando, sem AWS, hoje, estaríamos olhando para um esboço de um futuro conceito de avião, não um jato de montagem", ressaltou.

Boom irá gerar petabytes de dados, à medida que projeta e desenvolve a linha de abertura de avião comercial. "Como a AWS nos permite colocar a computação ao lado dos dados, podemos executar modelos em nosso conjunto de dados, obtendo insights acionáveis. Por exemplo, estamos usando aprendizado de máquina para calibrar simulações para resultados de túnel de vento, acelerando a convergência do modelo e nos permitindo entregar uma aeronave mais otimizada."

O CEO ressaltou que tem a preocupação de construir um jato supersônico ambiental e socialmente responsável, além de 100% carbono neutro."Assim como a AWS está reinventando a computação, estamos reinventando as viagens. Até o final da década, o tempo de voo será cortado pela metade. O Overture é apenas o primeiro passo em direção à nossa visão de um futuro supersônico, porque eu sonho com um dia em que você possa ir a qualquer lugar do mundo em quatro horas por apenas US$ 100, onde o voo mais rápido também seja o mais acessível."


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