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Huawei usa robôs em centro de distribuição no Brasil com uso do 5G industrial

Luís Osvaldo Grossmann - 06/08/2020

A fim de demonstrar o potencial do 5G em aplicações industriais, a Huawei transformou seu próprio armazém de 22 mil metros quadrados, próximo à fábrica que possui em Sorocaba-SP, em uma unidade completamente digital, automatizada com uso de robôs conectados por uma rede privada de quinta geração. 

“Nosso intuito é engajar a indústria e resolvemos começar dentro de casa, com 5G aplicado à logística e distribuição. Desde o recebimento do material é  tudo identificado por RFID e deslocado por robôs capazes de carregar até 800 kg, em processo mais digital. É um novo conceito de serviço e o que fizemos foi adotar para mostrar o que pode ser utilizado pela indústria com o 5G”, diz o  gerente de Marketing Estratégico da Huawei Brasil, Tiago Fontes. 

Nesta quinta, 6/8, a fabricante chinesa apresentou um passeio virtual pelo armazém digital, onde os robôs circulam carregando materiais que são distribuídos em 25 caminhões diariamente. Segundo a empresa, essa aplicação específica permite conectar mais de 100 desses robôs em uma única célula. 

Segundo Fontes, as redes anteriores, mesmo 4G, não dão conta desse tipo de serviço. “São conexões massivas, com vários dispositivos conectados simultaneamente na rede. Além disso, cada AGV, cada robô, requer um uplink de 20 Mbps, algo que a rede LTE não suporta. E precisamos ter controle em tempo real, que requer latência mais baixa, que a rede 4G não é suficiente. Tudo isso implica no uso de solução em 5G.”

Nas contas da empresa, houve um ganho de eficiência de 30% no armazém, com redução do tempo de despacho a partir do requerimento de um material para determinado site, aumentou do giro do estoque em 20%. E novas aplicações estão sendo incorporadas. “A próxima fase vai conectar o processo de testagem e embalagem. E está em desenvolvimento a automação das empilhadeiras e os processos de inspeção e limpeza, a ser feito também por robôs.”

A conexão com os robôs usa experimentalmente a faixa de 3,5 GHz, a mesma que a Anatel pretende licitar como carro-chefe do 5G no Brasil. Mas a Huawei diz que apesar de se valer de uma rede privada no armazém digital, não tem um modelo de negócios pré-definido. Até porque, ao menos no desenho de leilão esboçado até aqui pela agência, não existe a opção de a indústria comprar diretamente nacos de espectro para montar suas redes privadas. 

“Ainda não temos uma resposta sobre qual será o modelo de negócios. O que estamos mostrando é como a tecnologia pode andar junto da indústria, respondendo a dores de produção, de eficiência, questões que a indústria precisa responder a cada momento. O modelo de negócio ainda vai ser estudado, mas vários são possíveis. Aqui mostramos que a conectividade, inteligência artificial podem caminhar juntas para maior eficiência operacional”, completa Fontes.

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