NEGÓCIOS

Clientes acusam NegocieCoins, do Banco Bitcoin, de sumir com dinheiro das contas

Convergência Digital* ... 12/08/2019 ... Convergência Digital

O mercado de bitcoins no Brasil vive um momento bastante turbulento. A NegocieCoins, que já foi considerada, em abril, a segunda maior do mundo em criptomoedas e a primeira em volume de operações entre todas as corretoras, segundo o CoinMarketCap, que compila dados do setor, está sendo acusada por clientes de sumir com dinheiro das contas.  Desde junho, são mais de 200 ações impetradas na Justiça e não há dinheiro em saldo para o ressarcirmento, conforme mostra reportagem do Jornal Folha de S. Paulo, neste domingo, 11/08.

No Paraná, uma decisão favorável à empresa Work Consultoria determinou o pagamento de R$ 12,120 milhões, relativo a uma confissão de dívida da NegocieCoins, que venceu e não foi cumprida. A dívida original era de R$ 39,2 milhões, que diminuiu após acordo para pagamento imediato - não cumprido pelo grupo Bitcoin Banco, que tem sede no Estado.

Em outro processo, também no Paraná, o juiz determinou o bloqueio de R$ 6 milhões das contas das empresas do Bitcoin Banco, mas só encontrou R$ 130 mil em caixa. No estado, são 154 ações. Em mais uma ação, o magistrado exigiu o bloqueio financeiro da NegocieCoins por uma cobrança de R$ 2 milhões. Porém, só havia R$ 2.000 nas contas bancárias. Em uma terceira execução, a Justiça só localizou R$ 424.

No estado de São Paulo, são 27 processos contra o grupo, que totalizam cobranças de cerca de R$ 3,5 milhões. As ações já atingem as cidades de Taboão da Serra, Atibaia, Birigui, Guarulhos, Jandira, Osasco, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São Paulo e Taubaté.  Estima-se que  as plataformas do Bitcoin Banco reúnam cerca de 20 mil usuários.

O grupo tem como dono Cláudio Oliveira e é composto de dez empresas, como a Bitcoin Banco, a Tem Btc Serviços Digitais e a Negociecoins Intermediação e Serviços Online. As empresas do grupo, como a Negociecoins, agem como intermediárias na compra e venda dessas criptomoedas, funcionando como instituições financeiras, assim como bancos e corretoras de valores imobiliários, mas sem serem efetivamente um banco, já que Banco Central e CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ainda não têm regras sobre o tema.

Mesmo com os processos e bloqueios, as empresas do Bitcoin Banco continuam a operar a venda de bitcoins. Na sexta-feira (9), o Iconomia, site do grupo, mostrava que, às 11h27, a NegocieCoins operava um volume de R$ 3,2 milhões em bitcoins, enquanto a Tem Btc somava outros R$ 2,7 milhões.

Empresa afirma ter sido alvo de tentativa de fraude eletrônica

Em comunicado aos clientes, o grupo Bitcoin Banco disse ter sofrido uma tentativa de fraude. É a mesma alegação feita em contestações na Justiça. A defesa das empresas diz que, em meados de maio, recebeu denúncias anônimas que identificaram movimentações suspeitas, realizadas mediante fraude ao sistema de saques e movimentação de criptomoedas, gerando suspeita de grande prejuízo.

O grupo argumenta que, em março, uma terceira empresa passou a integrar o modelo de negócios e compartilhar da infraestrutura tecnológica, o que possibilitou fraude eletrônica. "Ou seja, em algum momento um cliente usuário se conectou simultaneamente em uma exchange [corretora] conveniada e conseguiu fazer o 'marco zero' das fraudes", afirmou à Justiça.

Na prática, disse o grupo, "o fraudador se conectava a uma exchange com dois computadores diferentes e, ao mesmo tempo, realizava dois pedidos de retiradas concomitantemente, especificando como destino as outras duas exchanges em que possuía conta, fazendo com que 200% do valor originário fosse transferido até os destinos. Nesse ínterim, o valor originário de 100 passava a 200, sendo 50% na exchange de destino 1 e outros 50% na exchange de destino 2".

O Bitcoin Banco diz ter pedido a abertura de inquérito na Delegacia de Crimes Cibernéticos de Curitiba e que, após a detecção das fraudes, modificou o modo como os saques eram realizados, o que gerou atraso na liberação das movimentações. Assim, começaram os processos. A Polícia Civil do Paraná disse que a investigação sobre a fraude apontada pelo Bitcoin Banco está em andamento.

*Com reportagem da Folha de São Paulo


Cloud Computing
Ministério da Justiça escolheu nuvem da Oracle para atender ao consumidor

“A nuvem nos abre um novo catálogo de possibilidades para serviços”, afirma o coordenador geral de infraestrutura e serviços do Ministério da Justiça, Leonardo Greco.  Serviço consumidor.gov.br migrou para a Oracle no final de maio.

ARTIGO . Por Melissa Torgbi

Cientista de dados: seja curioso, se envolva e tenha muita disposição para resolver problemas

Há muita empolgação acerca do termo “ciência de dados” atualmente. Para nós que queremos ser cientistas de dados, há alguns requisitos. Um deles: ter muita, mas muita vontade de aprender o tempo todo.

Unicórnio brasileiro avança operações de pagamento para décimo país

Ebanx anunciou que também vai processar pagamentos no Uruguai. "Unicórnio" com mais de US$ 1 bi, empresa está também no México, Colômbia, Argentina, Chile, Peru, Bolívia, Equador e Uruguai, além do Brasil.

Finplace amplia em mais de 200% a oferta de crédito para PMEs

Criada no final do ano passado, a plataforma já movimentou mais de R$ 50 milhões e contabiliza 108 financiadores e uma carteira com mais de 500 clientes.

Se a bitcoin fracassar, o blockchain morre abraçado

FastBlock, empresa brasileira especializada em mineração por serviço, compra data center nos EUA para acelerar a mineração das criptomoedas. Ao Convergência Digital, o CEO Bernardo Schucman, adverte: Brasil não abre espaço à inovação. Sobre a credibilidade da bitcoin, o executivo diz que o estigma é concorrencial. "O velho mundo rejeita o novo. Golpes existem desde sempre. O que é a gangue do boleto?".

No Brasil, 65% das empresas estão bem longe das regras da LGPD

Índice LGPD ABES mostra ainda que 40% das companhias brasileiras sofreram incidentes de violação nos últimos dois anos e 80% assumem que fazem, sim, coleta de dados sigilosos. "Não há mais tempo a perder", adverte o consultor da EY, Marcos Sêmola.



  • Copyright © 2005-2020 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G