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TIM: É falso que o 5G pleno vai custar mais caro no Brasil

Ana Paula Lobo ... 10/02/2021 ... Convergência Digital

É falso que o 5G pleno, ou seja, uma nova infraestrutura voltada apenas para o 5G, vai custar mais caro no Brasil. Assim a TIM Brasil rebateu, em conferência de imprensa realizada após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2020, nesta quarta-feira, 10/02,  os argumentos defendidos pelo presidente da Anatel, Leonardo Morais, sobre o não uso do release 16 do 3GPPP no edital do Leilão.

"Essa discussão é inócua e está atrasada. O release 16 está sendo usado desde junho de 2020. Todas as redes 5G depois dessa data são stand alone. A questão maior não é essa. O problema é se ter o valor efetivo da frequência", afirmou o diretor de tecnologia da TIM, Leonardo Capdeville.

Segundo o CTIO da TIM, 90% dos investimentos são no acesso. Os 10% restantes são no core da infraestrutura 5G. E aqui, de novo, sai em defesa do 5G pleno. "Vamos negociar licenças de software e ter um core independente pode nos dar uma vantagem negocial melhor, uma vez que estamos fazendo a rede do futuro. O stand alone habilita novas formas de serviços que a rede não stand alone não nos permitirá desfrutar. Estamos no tempo exato para fazer a escolha certa, uma única vez e de forma decisiva", reiterou Capdeville.

O executivo da TIM foi além. "Pode ser que operadoras queiram fazer um gol de mão e usar outros espectros e tecnologias existentes para ter o 5G, mas o edital deixa claro que o 5G tem de ser no 3,5 GHz, com 50 Mhz contínuo, e isso vai exigir uma rede nova e o stand alone é a melhor opção",  destacou Capdeville.Indagado sobre se o release 16 afastaria a Huawei do fornecimento do 5G, o executivo lembrou que a China é o país que mais tem redes stand alone. "O release 16 não impede nenhum fornecedor", atestou.

O CEO da TIM, Pietro Labriola, brincou ao ser questionado sobre o posicionamento dele com relação ao 5G DSS, a partir do uso da frequência 4G, apelidado de '5G do Marketing'."Vou pedir royalties dessa minha frase. Mas a verdade é que sempre defendemos que o 5G DSS não era o 5G pleno, mesmo fazendo nossos testes e pilotos com a tecnologia", observou.

Labriola admitiu que a rede privada para o governo é um ponto a ser discutido e desagradou numa primeira leitura, mas, de novo, diz que é preciso entender como essa infraestrutura será abatida do valor efetivo da frequência. Ponto, aliás, enfatizado pelo VP de Relações Institucionais e Regulatório da TIM, Mario Girasole.

"Temos que saber o valor real da frequência. Como esse montante será distribuído, se para o Tesouro ou se para obrigações é uma segunda derivação. As obrigações precisam caber dentro do cálculo do valor do espectro. O ponto-chave é sentar à mesa e debater esse custo real da frequência. Daí é que vão sair as estratégias de investimentos", adicionou.

Labriola lembrou que há uma incerteza enorme com relação ao 5G, uma vez que os modelos de negócios não são conhecidos. "Então se o preço da frequência for muito caro, não se terá dinheiro para investir na rede e o crescimento do PIB esperado com a nova tecnologia não virá. Vou lembrar: Há 10 anos, Apple e Google criaram lojas de aplicativos sem saber como seria o mercado. Foi uma aposta que deu muito certo. O 5G é uma inovação, é um negócio B2B2C ainda a acontecer. As operadoras não serão as donas do 5G", completou.

Balanço financeiro - impacto Covid-19

A TIM Brasil divulgou os resultados do ano de 2020. A companhia teve queda de 0,6% nas receitas anuais, que totalizaram R$ 17,26 bilhões em 2020. O lucro líquido do período foi de R$ 1,87 bilhão, 1,8% menor que em 2019. O EBITDA, lucro antes de impostos, depreciações e amortizações, cresceu 3,2%, para R$ 8,37 bilhões. A Covid-19 impactou os resultados.O desaquecimento econômico decorrente da crise sanitária resultou na queda de 22,7% na receita de produtos. A Receita líquida de Serviços fechou o ano com ligeiro crescimento de 0,4%, refletindo a trajetória de recuperação gradual ocorrida ao longo do segundo semestre.

O capex (investimentos) da TIM em 2020 cresceu 1%, para R$ 3,89 bilhões. No trimestre final do ano, somou R$ 1,46 bilhão, alta de 9,7% em relação ao registrado no quarto final de 2019. A alta é explicada, principalmente, pela retomada dos investimentos após dois trimestres impactados pela reavaliação de projetos que estavam inicialmente planejados, entre eles, os aportes na rede móvel, afetada pela queda de movimento provocado pelo distanciamento social imposto pela Covid-19 e pelo incremento do aporte em fibra ótica, aqui em função da elevação da busca por banda larga fixa por causa da pandemia e do home office.

Os investimentos continuam sendo destinados à infraestrutura (93% do total), principalmente a projetos de TI, tecnologia 4G através do 700MHZ, rede de transporte e expansão do FTTH (que recebeu aproximadamente 11% do total dos investimentos realizados no 4T20). A TIM terminou ano com dívida bruta de R$ 10,25 bilhões, crescimento de R$ 646 milhões. Já a dívida líquida ficou em R$ 5,61 bilhões, redução de R$ 1,06 bilhão. Os investimentos para 2021 serão divulgados no começo de março pela operadora.





















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