INOVAÇÃO

Transformação digital: corporações tradicionais estão dispostas a aprender com as startups?

Por Roberta Prescott* ... 29/09/2020 ... Convergência Digital

O que as grandes e tradicionais companhias podem aprender sobre transformação digital com startups? A resposta objetiva é: muita coisa. Mas para tanto essas corporações precisam estar dispostas a mudar processos, assim como as startups devem tomar medidas para atenderem a exigências das corporações. O balanço foi a tônica dos discursos de Alan Leite, CEO da startup Farm e especialista em ecossistemas de empreendedorismo; Orlando Cintra, membro do conselho, diretor e fundador da BR Angels; Itali Pedroni Collini, diretora da 500 Startups Brasil, e Ricardo Brandão, CEO e cofundador da Sky.One Cloud Solutions, durante debate na Abes Software Conference 2020, nesta terça-feira, 29/09.

Os especialistas compararam as companhias a transatlânticos que navegam mais devagar, mas cruzam oceanos, enquanto as startups são lanchas que navegam em altas velocidades, mas não cobrem distâncias muito longas. "Como aliar inovação é ponto-chave no processo. Corporação e startups têm velocidades distintas. É muito importante que as organizações alinhem bônus, métricas de avaliação para se relacionarem com as startups", ressaltou Alan Leite, da Farm.

Estabelecer métricas não financeiras é a recomendação da Itali Pedroni Collini, da 500 Startups Brasil. "No começo não vai conseguir medir; leva um tempo. Tem de colocar o pé na água e entender que buraco é mais embaixo, entender o que precisa", argumentou. Para a executiva, existe também a necessidade de identificação da verdadeira intenção da corporação ao se juntar ou recorrer a startups. "Muitas vezes, acabam se dando conta de que corporação está querendo seguir tendência, mas não encontrou propósito naquela tendência. É preciso entender a verdadeira intenção e abertura que a sua corporação tem e como trabalhar isto internamente para que todos os envolvidos", assinalou.

Olhar no longo prazo também é necessário, conforme pontuou Orlando Cintra, da BR Angels. "Na pandemia, as empresas acordaram que precisam de programa de inovação, o sentido de urgência apareceu. Mas tem de haver liderança tem de querer genuinamente fazer isto, de viver a inovação", disse, esclarecendo que é preciso investir. Ricardo Brandão lembrou que, há seis anos quando a Sky.One começou, a contratação por uma grande empresa era baixíssima, porque era exigida uma série de requisitos que as startups simplesmente não tinham. "As RFPs limitavam o processo de contratação. Mas isto veio mudando ao longo do tempo", disse.

Para ele, os projetos de transformação digital precisam contemplar planos no curto, médio e longo prazos; e as companhias têm de entender o que realmente querem transformar antes de levar startups para dentro de casa. "Simplesmente pegar a startup e colocar dentro do processo vai acabar matando. O que uma startup tem a mostrar é a cultura de poder errar rapidamente para depois poder acertar com escala maior", proferiu.

Mudar a mentalidade das grandes não é fácil, mas é necessário para fazer o relacionamento com startups dar certo. "A grande corporação tem de inovar e para isto já percebeu que tem de olhar o ecossistema; e a relação com startups está cada vez mais próxima", disse Orlando Cintra. Para uma rota mais rápida de aproximação das companhias tradicionais com startups, Alan Leite indica a transparência e a identificação dos problemas a serem resolvidos.

"O ativo que as startups têm é o tempo. Seja transparente se vai contratar ou não. E a dica de outro é partir de quais são seus três principais problemas, se muda um deles, já muda. Se conseguir fazer um projeto que mude a realidade, vai pagar o investimentos e mudar de patamar", explicou Cintra. Para Ricardo Brandão, o sucesso está no equilíbrio. "Falamos da grande empresa engessada, com regras de compliance e é preciso flexibilizar, enquanto que para startups fica a lição de entender quais os níveis de compliance, de governança e o que precisam fazer para entrar nas grandes", ensinou.


Cloud Computing
Vivo Empresas investe em serviço de segurança na nuvem para PMEs

Segundo a operadora, se antes da Covid-19, a migração para a cloud já era uma tendência real, agora, usar computação em nuvem se tornou uma ferramenta essencial para a sobrevivência. Serviço é voltado para nuvens públicas ou multicloud.


Fiemg lab e Fiat Chrysler automóveis (FCA) buscam startups de Supply Chain e Manufatura

Competição está com inscrições abertas até o dia 28 de outubro. Oito projetos serão selecionados e terão testes industriais em 2021.

Waze: força das comunidades e dos 50 mil voluntários fazem a diferença

A colaboração é o segredo do sucesso do Waze e estabelecer canal ativo com os clientes é missão, contou a Global Group Manager, Hila Roth.

Inovar é deixar de olhar para o próprio umbigo

Marcelo Salim, da IBM, Percival Jatobá, da Visa e Ana Leão, da Isobar, assumem que o consumidor é quem está selando o destino das marcas e com voz mais ativa.

TOTVS Techfin: Na crise, sobrevivem os mais adaptáveis às mudanças

O momento exige resiliência e perseverança, mas a crise acelerou uma jornada e colocou, de vez, o consumidor como o centro dos negócios, afirmou Eduardo Neubern, diretor-executivo da Totvs Techfin.

Empresas estão comprando tecnologia, mas não fazem a transformação digital

Sem entender o consumidor, a transformação digital simplesmente não vai acontecer, atestaram Sílvio Meira, cientista-chefe na The Digital Strategy Company; Luiz Sergio Vieira, CEO da EY Brasil, e Agenor Leão, vice-presidente de plataformas de negócios da Natura para América Latina.



  • Copyright © 2005-2020 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G