Clicky

INCLUSÃO DIGITAL

Cai o número de lares no Brasil com PC, tablet e telefone fixo

Ana Paula Lobo* ... 29/04/2020 ... Convergência Digital

A PNAD Contínua IBGE, divulgada nesta quarta-feira, 29/04, aponta uma redução no número de domicílios com posse de microcomputador, tablet e telefone fixo. O percentual de domicílios com computador caiu de 43,4%, em 2017 para 41,7%, em 2018. O percentual de domicílios com tablet representa apenas 30% dos que têm computador, e caiu de 13,8% para 12,5%. “São bens que as pessoas precisam ter uma condição financeira melhor para comprar", ressalta Alessandra Scalioni Brito, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O levantamento ressalta que o rendimento médio per capita dos que utilizavam tablet - mesmo com os dispositivos em baixa- para navegar na internet era o dobro do recebido por aqueles que acessavam a rede pelo celular e 37,7% superior ao dos que usavam computador. A desigualdade social e digital é exposta pela PNAD Contínua do IBGE.

O estudo deixa transparente que ha uma diferença de renda per capita nos domicílios que não têm nem computador nem tablet - menos de um salário mínimo (R$ 957)- para os que tinham pelo menos um deles (R$ 2.404,). "O rendimento médio dos domicílios somente com tablet (R$ 1.305) ficou perto de 2/3 daquele dos que tinham somente microcomputador (R$ 2.046) e alcançou R$ 3.798 nos que tinham ambos os equipamentos, ressalta Alessandra Scalioni Brito, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Em 2018, não havia telefone - fixo ou móvel - em 5,1% dos domicílios pesquisados. O percentual é mais elevado nos domicílios nas Regiões Norte (10,0%) e Nordeste (9,6%), enquanto nas demais não ultrapassou 3%. O rendimento real médio per capita desses domicílios (R$ 728) representou menos da metade daquele dos que tinham telefone (R$ 1 643). Houve uma queda de 31,6% para 28,4% dos domicílios com telefone fixo e os que tinham celular permaneceu estabilizado em mais de 90%, passando para 93,2% em 2018. “Cresceu o número de domicílios que têm só celular”, diz Alessandra.

No meio de conexão à Internet, o estudo do IBGE revela que a banda larga móvel (3G ou 4G) mantém liderança (80,2%), mas o percentual de usuários da fixa (75,9%) vem se aproximando, o que prova o impacto da presença dos provedores de acesso à Internet no interior do País. No período de 2016 a 2018, constatou-se tendência de crescimento dos domicílios em que eram utilizados os dois tipos de banda larga e leve retração do uso de somente um tipo de conexão. Entre 2017 e 2018, o percentual de pessoas que tinham celular próprio subiu de 78,2% para 79,3%, chegando a 82,9% nas áreas urbanas e a 57,3% nas rurais. Já a proporção de domicílios com telefone fixo caiu de 31,6% para 28,4%, no período.

O fim da conexão discada

A parcela que utilizava conexão discada foi tornando-se cada vez mais irrelevante, tendo passado de 0,6%, em 2016, para 0,4%, em 2017, e baixado para 0,2%, em 2018, no País. Já o nível da banda larga móvel (3G ou 4G) manteve-se mais elevado que o da fixa, passando de 77,3%, em 2016 para 78,6% e para 80,2% em 2018; enquanto a proporção dos domicílios que utilizavam a banda larga fixa estava em 71,4%, em 2016, e evoluiu de 73,5% para 75,9%, de 2017 para 2018.

O percentual dos domicílios que tinham os dois tipos de conexão subiu de 52,3% para 56,3%. Já os que tinham apenas conexão por banda larga móvel caiu de 25,2% para 23,3% e naqueles em que havia somente o uso de conexão por banda larga fixa, de 20,2% para 19,0%.

Posse do celular

A posse do celular para uso pessoal atingiu 79,3% das pessoas, percentual que varia de acordo com as grandes regiões. Os maiores percentuais são no Centro-Oeste, 86,2%; no Sul, 84,3%; e no Sudestes, 84,1%. Norte, com 60,4% e Nordeste, com 60,7%, foram as regiões com menores percentuais.

Em relação ao perfil, 80,7% das mulheres têm celular e entre os homens o percentual é de 77,8%. Em termos etários, o perfil não é tão jovem quanto os que acessam à internet (maior percentual entre 18 a 29 anos). Os grupos etários de maior utilização concentraram-se na faixa de 25 a 39 anos. Nos grupos de 25 a 29 anos o percentual é de 89,7%; de 30 a 34 anos, o índice é de 90,3% e de 35 a 39 anos, 89,5%.

“Além disso, quanto maior a escolaridade maior o percentual de pessoas com posse de celular. Mas enquanto no acesso à internet 12% das pessoas sem instrução usavam a rede; no caso da posse de celular, o percentual é maior. Entre os que não têm instrução, 37,3% possuem celular, lembrando que muitas vezes o celular é um meio de contato para as pessoas conseguirem trabalho, principalmente entre os informais”, analisa Maria Lucia Vieira. Entre os 37,6 milhões de pessoas que não têm celular (20,7%), 28,0% alegaram que o aparelho é caro; 24,2% porque não têm interesse; 19,8% porque não sabiam usar; e 16,6% porque utilizava o celular de outra pessoa.

*Com informações da Assessoria do IBGE


Carreira
Brasileiros admitem vazar dados em troca de benefícios pessoais

Pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa do Risco Comportamental (IPRC), em 24 empresas privadas do país, mostra que apenas 1/3 dos profissionais ouvidos têm  consciência de que o dado é um bem da organização. O restante admite não guardar sigilo das informações.

Toxicidade da Internet: seu filho pode não ser a vítima, mas o agressor

"Tem uma série de regras de educação, valores da família, formas de se comportar que não valem só para o jogo, para a rede social, valem para a vida”, diz a professora e psicoterapeuta, Ivelise Fortim.

Cert.br: Pais aprendam com as crianças a fazer uma Internet Segura

"Vamos ouvir mais do que falar. Os pais precisam fazer os filhos falarem como atuam na Internet. É uma aprendizagem mútua e necessária", recomenda a analista de segurança Miriam von Zuben. 

Mais de 70% das escolas no Brasil assumem casos de cyberbullying

É imperativo que se trate a Internet como um lugar real e que se responsabilize as pessoas pelos seus atos para evitar os ataques, observou a especialista em comportamento e psicopedagoga Érica Alvim.

Internet está longe de ser ruim para crianças e adolescentes

"Há milhares de aplicações positivas na Internet. O segredo é educar e conscientizar", sustenta o gerente de segurança do CAIS/RNP, Edilson Lima.

Internet Segura: Diálogo é a vacina dos pais contra ameaças virtuais às crianças

Em sua 15ª edição, o Dia Internacional de Segurança em Informática, promovido pela RNP, discutiu como a prevenção é fundamental em tempos de crianças e adolescentes hiperconectados.

Brasil é um dos países mais agressivos na Internet

País é o 25º em 32 países analisados em estudo produzido pela Microsoft. Por aqui, 41% acham que ataques e desinformações cresceram com a pandemia, enquanto 26% apontam que atitudes melhoraram. 



  • Copyright © 2005-2021 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G