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Transformação digital: desafio é o equilíbrio entre o legado e os novos hábitos

Convergência Digital - Carreira
Por Fábio Barros - 08/11/2017

O mercado tem diversos exemplos de empresas digitais e estas têm sido utilizadas como referências para o processo de transformação digital. É irreversível e, de acordo com a sócia da consultoria Egon Zehnder, Silvana Machado, representa um desafio tremendo para aquelas empresas que não nasceram digitais. E de todas as transformações  enfrentadas neste processo, a maior, segundo Silvana, está relacionada às pessoas. “As empresas precisam definir o que é ser digital para elas e, depois disso, pensar em quem serão os responsáveis por isso internamente e como estas pessoas serão preparadas”, afirma.

Ela reforça que o processo é mais difícil para as empresas que precisam se transformar, porque estas precisam fazer com que os mundos analógico e digital convivam durante o processo. Silvana afirma que a escolha do profissional que vai capitanear o processo é importante e deve ocorrer antes de qualquer mudança. “Se a decisão for trazer alguém de fora, é importante que este profissional tenha vivido a transformação”, ressalta.

Em outras palavras, imaginar que um profissional vindo de uma empresa 100% digital, e nascida assim, possa resolver o problema é um erro. Para que a transformação ocorra sem traumas, é preciso que este profissional tenha respeito pelo legado e, mais que isso, maturidade para saber aproveitar o que já existe.

Perfil ideal

Silvana lembra, inclusive, que o líder digital não precisa ser necessariamente alguém de fora da empresa. Há um perfil ideal: visão estratégica e de mercado, foco em dados, facilidade com mudanças, consciência de que é preciso fazer escolhas e definir prioridades e capacidade de adaptação. “Muitas vezes, esse profissional está dentro da organização. Em outras, ele não vai atuar sozinho”, compara.

O resultado final, de acordo com a consultora, é mudar a cultura da empresa. Na era digital, as empresas devem ser mais ágeis, experimentais e abertas ao erro. O foco sai do produto e vai para o cliente e a organização passa a ser mais horizontal, com as pessoas trabalhando em rede de modo menos estático, mais ágil e flexível.

Para chegar a isso, a cultura de aprendizado deve ser top-down. “A liderança também vai aprender e deve estar aberta para isso e trabalhar com uma estratégia de aquisição e treinamento de talentos internos e externos”, afirma. Como a velocidade aumenta, outra dica é se aproximar de empresas menores, que complementem o negócio, formando um ecossistema mais aberto que possibilite ações mais rápidas.

“É uma jornada para cada um de nós. A mudança leva tempo e deve acontecer em paralelo com o dia-a-dia. É preciso buscar novos talentos, mas trabalhar bem com a equipe que você já tem. O caminho é testar, experimentar e aprender”, conclui. A executiva participou do X Seminário TelComp, realizado nesta terça-feira, 07/11, em São Paulo. Asssistam a íntegra da apresentação.

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