Convergência Digital - Home

Empresa nacional de big data cria banco de dados com fotos de foragidos da Justiça

Convergência Digital
Ana Paula Lobo - 13/07/2020

A BigDataCorp, criada em 2013 e 100% nacional, lançou um banco de dados de referência com mais de 2,5 mil rostos de pessoas procuradas pela Justiça, tanto no Brasil quanto no exterior, baseados em fotos de instituições oficiais como Polícia Civil, Ministério da Justiça, Interpol e FBI. Em entrevista ao Convergência Digital, o presidente da BigDataCorp, Thoran Rodrigues, admite que o viés é uma questão em alta no reconhecimento facial, mas sustenta que a tecnologia é boa e precisa ser usada para um  fim específico em prol da sociedade.

"A nossa opção foi fazer um algoritmo, open source, para tirar o máximo possível de viés para se ter um sistema o mais perto possível da transparência necessária. Não fizemos um algoritmo para reconhecimento facial genérico. Nossa solução não ajuda a polícia a reconhecer alguém. Nosso algoritmo é para prevenir fraudes", observa Rodrigues.

Para o executivo, é preciso desmitificar a decisão de AWS, IBM e Microsoft de não venderem mais diretamente para a polícia nos EUA. "Elas não estão vendendo com a marca delas. Mas vendem a tecnologia para terceiros revenderem. Elas não abriram mão do reconhecimento facial como mercado. Apenas restringiram o escopo para um segmento por tudo que aconteceu naquele país", pontua Thoran Rodrigues.

No caso da BigDataCorp, as fotos das base de dados são enviadas para comparação por meio de uma API (Interface de Programação de Aplicações, em português, também chamado de web service), e podem ser tanto selfies do usuário quanto fotos de documentos oficiais. O cruzamento dos dados é realizado através do Facematch, ou comparação biométrica de rostos, que leva em consideração mais de 300 pontos de referência nas imagens, garantindo precisão mesmo que existam alterações no rosto devido à idade ou a mudanças cosméticas. Dessa forma, a comparação se dá totalmente independente das informações pessoais apresentadas e possibilita a identificação desses indivíduos, ainda que estejam utilizando documentos alterados. 

"Esse é o mercado menos charmoso do big data, mas é muito essencial para diversas verticais como finanças, varejo e outros. As fraudes acontecem cada vez mais no mundo virtual", reforça Rodrigues. Para o banco de dados recém-lançado, o investimento estimado é de R$ 1 milhão, oriundos de investimento interno. Dados da companhia mostram que são colhidos semanalmente informações em mais de 1,5 bilhão de sites ao redor do mundo – o que equivale a um volume de 7 petabytes - usando o processamento em nuvem que, em alguns casos, levanta mais de 10 mil servidores simultaneamente. Só no Brasil, a BigDataCorp monitora 28 milhões de sites e endereços.




Trabalha com dados? Você precisa saber o que é o Lifelong Learning

Buscar o constante aprendizado é uma ferramenta essencial para qualquer profissional. Isso vale ainda mais para quem trabalha em uma área dinâmica e que requer pensamento holístico como o profissional de dados.

Destaques
Destaques

Armazenamento por serviço: um mercado em alta com privacidade de dados

IDC prevê que, em 2023, o mundo terá 11,7 ZB de dados armazenados, em comparação aos 5,0 ZB, apurados em 2018.

Metade das empresas no Brasil não confia na própria análise dos dados

Levantamento da Serasa Experian mostra ainda que 42% das companhias brasileiras admitem perder dinheiro com a má qualidade das informações. Má governança é vista como um desafio a ser superado. O mais grave: mais de 70% destão sem estratégia para superar essa etapa.



Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV

Veja mais artigos
Veja mais artigos

Dados em tempo real fazem toda a diferença no e-commerce

Por Leandro Rodriguez*

O tempo se tornou o fator crítico no relacionamento entre vendedor e comprador. Levar informações em tempo real a uma filial local ou a gerentes de loja pode ser determinante para a aquisição de clientes e, consequentemente, aumentar as vendas.

Transformação digital exige eficiência no gerenciamento

Por Luiz Fernando Souza*

Prevenir é sempre melhor do que remediar. Essa é uma máxima que precisa ser aplicada à transformação digital, e vale quando falamos da gestão dos servidores. E as razões são simples: é menos sofrido, menos dolorido e mais barato manter uma rotina de trabalho focada na manutenção, preservando com inteligência dados e sistemas.


Copyright © 2005-2020 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site