Home - Convergência Digital

Redes privadas no 5G impulsionam o crescimento econômico do País

Luís Osvaldo Grossmann - 11/11/2019

A Qualcomm aproveitou os debates do Workshop 5G no Brasil para reforçar a potencialidade de a regulação abrir espaço no Brasil para a adoção de redes privadas no 5G. Ao apontar para casos na Alemanha, Holanda e Hong Kong, a desenvolvedora de chips sustenta que há ganhos econômicos inerentes a essas redes. 

“Nas quatro verticais indicadas pelo governo, cidades, indústria, saúde e agronegócio, as redes privadas podem ter impacto forte. Por isso a abertura regulatória é muito importante”, defendeu a gerente de relações governamentais da Qualcomm, Milene Pereira. 

“Desde questões de coberturas a demandas muito específicas, ou porque as operadoras locais não se interessam nesse modelo de negócio podem levar uma empresa a avaliar essa implementação. Ou porque querem total controle das operações e que nenhum dado saia do ambiente da fábrica, além do controle para aplicações em constante desenvolvimento”, afirmou. 

“O Brasil, que tem indústria, tem entretenimento, tem várias frentes que podem se beneficiar com redes privadas. Portanto, se pudermos otimizar isso, haverá beneficio para o país. Na proposta do edital, o conselheiro Vicente Aquino chegou a reduzir a faixa de 26 GHz. Entendemos que isso já é uma avaliação de como pode ser contemplado. A agência querer analisar a implementação de redes privadas é importante e através da consulta pública já podemos contribuir nesse sentido também.”

Segundo a gerente da Qualcomm, “se deixar só com as operadoras, elas podem não ter interesse em implementar rede onde a empresa precisa. Fábricas normalmente ficam isoladas. Mas ela quer avançar e precisa da operadora, precisa do 5G naquela área. A ideia de dar licença já para a indústria, para a vertical, é que ela tenha essa liberdade. Se não for interesse da operadora, vai poder implementar da mesma forma. E a operadora pode fazer a parceria, fornecer expertise.”

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:

30/06/2020
Vivo e TIM avançam com OpenRAN para 'quebrar' concentração dos fornecedores

30/06/2020
Tempo é um luxo que o Brasil não tem para fazer o 5G

29/06/2020
Vodafone: 5G é o remédio para combater o impacto da Covid-19

25/06/2020
Covid-19 impôs revisão dos projetos 5G na América Latina

23/06/2020
Huawei: Brasil sempre teve um mercado aberto e justo no setor de TIC

19/06/2020
CEO da Algar: Banir fornecedor do 5G seria um tremendo equívoco

18/06/2020
Aumento de espectro para 5G está em consulta pública

17/06/2020
Qualcomm leva 5G para smartphones de baixo custo

17/06/2020
5G é agenda prioritária para novo ministro das Comunicações

16/06/2020
Rodrigo Maia:"é melhor deixar a política de fora do leilão 5G"

Destaques
Destaques

Oi Móvel terá um 'único' dono e Oi não se exclui do jogo do 5G

O CEO da Oi, Rodrigo Abreu, descartou a possibilidade de vender a Oi Móvel 'fatiada' para atender aos interessados: Vivo/TIM e Claro. "Sem chance. O ativo será vendido todo", disse. Sobre o 5G, diz que dependendo do modelo de venda, a Oi entra pensando em B2B, IoT e até para ser MVNO.

Regulamentação de IoT passa por tratar a coleta e a proteção dos dados

De acordo com a KPMG, será preciso ainda cuidar da avaliação de riscos, governança, gestão da configuração e gestão da cadeia de suprimentos.

Veja mais vídeos
Veja mais vídeos da CDTV
Veja mais artigos
Veja mais artigos

Uma escolha de Sofia no leilão de 5G

Por Juarez Quadros do Nascimento*

Em um país democrático, como o Brasil, sem análise estratégica, não daria para arriscar em dispor, comercial e tecnologicamente, de “uma cortina de ferro ou uma grande muralha” para restringir fornecedores no mercado de telecomunicações.


Copyright © 2005-2020 Convergência Digital ... Todos os direitos reservados ... É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site