Clicky

Defesa Cibernética: 5G do Brasil deve resistir a riscos de qualquer empresa ou nação

Luís Osvaldo Grossmann ... 19/02/2020 ... Convergência Digital

Ao discutir os riscos de segurança relacionados à implantação do 5G no Brasil, o comandante de Defesa Cibernética, general Guido Amin Naves, ressaltou que cabe ao país tomar as medidas que entender necessárias para restringir ações indesejáveis sobre as redes de telecomunicações. Questionado sobre o discurso dos EUA contra fornecedores de equipamentos chineses em geral, e da Huawei em especial, o general lembrou que o risco existe seja qual for o fornecedor estrangeiro. 

“Qualquer empresa, de qualquer país, tem condições de executar ações adversas. O que importa é que as empresas que vierem a participar tenham imposições de segurança e confiança”, defendeu o general Amin ao participar de debate promovido pelo Interlegis nesta quarta, 18/2. “Mas nada disso é razão para bloquear ou banir qualquer empresa, porque qualquer uma pode fazer a mesma coisa. É uma questão de nós nos preparamos para nos opor a isso.”

Ele defende, porém, que essa preparação inclua medidas desde o edital do 5G. “No 5G o que é preciso fazer, na visão da defesa de segurança cibernética, é adotar medida de resiliência desde o momento dos leilões de frequência. Medidas de resiliência cabíveis para nos opormos a essa situação, por exemplo, restringir participação de empresas controladas, por posse ou legislação, por qualquer governo estrangeiro, impor medidas de represália contratuais e legais severíssimas no caso de ação espúria intencional identificada”, apontou. 

Ele é favorável ao limite de participação de fornecedores, especialmente no core de rede. “Que nenhuma empresa tenha domínio significativo de todo o backbone do 5G. Podemos também diminuir a influência de empresas que sejam controladas, por posse ou legislação, por qualquer governo estrangeiro. Podemos estruturar o sistema de forma a termos uma divisão de frequência e de áreas com recobrimento de maneira que se alguma tiver problema outra possa cobrir”, enumerou o comandante de defesa cibernética. 

Uma sugestão já apresentada ao governo é a adoção de um ente público – uma empresa estatal, ou uma agência – que atue como integrador da rede. “Uma medida seria ter uma integradora nacional, preferencialmente sobre controle do governo, que possa não só integrar o sistema todo, garantir o serviço, mas que possa também auditar, fiscalizar.”

Assista ao posicionamento do comandante de Defesa Cibernética, general Guido Amim Naves.


Internet Móvel 3G 4G
Bradesco é primeiro banco privado a aderir ao login único do governo

Assim como acontece com os clientes do Banco do Brasil e Banrisul, será possível acessar serviços do portal Gov.br utilizando as mesmas credenciais para o banco por meio do QR Code. As ações de transformação digital no governo serão tema do 5X5 TecSummit, que acontece de 07 a 11 de dezembro. No dia 07 de dezembro, teremos a participação do secretário de governo digital, Luis Felipe Monteiro.

Oi é única a crescer na TV paga, mercado que encolhe há seis anos sem reagir

No acumulado de janeiro a outubro de 2020, já se foram mais 660 mil acessos perdidos no segmento – e quase 5 milhões desde o pico, em 2014. 

Anatel encerra ciclo de TACs em acordo fraco com Algar

Depois de fracassar na troca de multas por investimentos com Oi, Vivo e Claro, agência contabilizou sucesso somente com a TIM e permitiu à Algar cortar mais da metade do acerto inicialmente firmado. 

Anatel renova faixa de 850 MHz para Vivo, mas nega pedido de redução de preço

Empresa renovou apelo ao regulador para que fosse aplicada a regra do preço público ou ônus de 2%, ambos abaixo do valor de mercado.

STF julga inconstitucionais leis de BA e RJ sobre créditos pré pagos e cobrança de serviços

Mais uma vez, Supremo ressaltou que, ainda que importantes ações em defesa dos consumidores, normas estaduais não podem invadir a competência privativa da União de legislar sobre telecomunicações. 

Revista do 63º Painel Telebrasil 2019
Veja a revista do 63º Painel Telebrasil 2019 Transformação digital para o novo Brasil. Atualizar o marco regulatório das telecomunicações é urgente para construir um País moderno, próspero e competitivo.
Clique aqui para ver outras edições



  • Copyright © 2005-2020 Convergência Digital
  • O Portal Convergência Digital é um produto da editora APM LOBO COMUNICAÇÃO EDITORIAL LTDA - CNPJ: 07372418/0001-79
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G