TIM espeta Highline: Transformar Oi em várias MVNOs não ajuda o cliente

Luís Osvaldo Grossmann ... 30/07/2020 ... Convergência Digital

Em disputa bilionária para ficar com a operação móvel da Oi, a TIM aproveitou a apresentação de resultados nesta quintfeira, 30/7, para alfinetar o modelo proposto pela concorrente pelo ativo, a Highline, de manter uma rede móvel neutra. Além de ressaltar que as regras no Brasil não permitem manter espectro sem oferta comercial, a TIM questionou a viabilidade de a Oi ser transformada em diferentes MVNOs. 

“É uma coisa interessante, porque esse é um mercado que exige inovação. Portanto, se mudar o marco regulatório, talvez também possamos fazer uma avaliação. Até agora faz sentido trabalhar de maneira integrada. Houve sucesso quando envolveu uma tele tradicional e, por exemplo, um grande varejista. Mas vemos players que não conseguiram economia de escala. Temos uma situação em que alguns players não conseguem o mesmo nível de qualidade dos outros. Se transformar esse player em diversos MVNOs, não vai aumentar a frequência para o cliente”, apontou o presidente da TIM Brasil, Pietro Labriola. 

Guerra é guerra. O consórcio entre TIM, Vivo e Claro até aumentou a oferta pela Oi Móvel, para R$ 16,5 bilhões, exatamente na tentativa de bater a proposta da Highline, que está de olho nos demais ativos da Oi com planos de ser um operador neutro tanto no mercado fixo como celular. Além de questionar a viabilidade do modelo, a TIM insistiu que, ao menos por enquanto, a proposta também não cabe no modelo regulatório vigente. 

“A regulação do MVNO no Brasil está em vigor desde 2010. É um negocio já implementado e com regulamento próprio. Por outro lado, um atacadista no mobile está fora do escopo da regulamentação, porque todas as autorizações de espectro e serviços móveis implicam necessariamente em atividade com o cliente final. Então não pode ter espectro sem ter uma oferta de varejo e o cumprimento de todas as obrigações relacionadas”, emendou o vice presidente para assuntos regulatórios e institucionais da operadora, Mario Girasole. 

Impacto da Covid-19

Quanto aos números, a TIM sentiu o impacto da pandemia de Covid-19 e anotou queda de 15% no volume de recargas do pré-pago, o que provocou recuo de 10,7% nas receitas do segmento no segundo trimestre – embora aponte que os dados mais recentes já são melhores que o do início do período. As linhas pré-pagas caíram 8,7%, para 30,7 milhões. 

As receitas com pós pago também tiveram queda, de 1,1%, com a base estável em 21,3 milhões de acessos. Segundo a TIM, o fechamento das lojas afetou novas adesões. Houve bons números na operação fixa, com o segmento de banda larga apresentando crescimento de 20%, para 606 mil acessos. A receita líquida do grupo recuou 6,5% e fechou o trimestre em R$ 3,98 bilhões. Como resultado consolidado, a tele fechou o segundo trimestre com queda de 24% no lucro, que ficou em R$ 260 milhões. 


Internet Móvel 3G 4G
Ainda sem chancela de Trump à Oracle, EUA banem TikTok e WeChat no domingo

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos disse que emitirá uma ordem nesta sexta-feira, 18/9, que impedirá as pessoas no país de baixarem o aplicativo de mensagens chinês WeChat e o TikTok a partir de 20 de setembro. Ordem pode ser revogada se Donald Trump autorizar parceria com Oracle. 

Copel Telecom marca privatização para novembro e quer R$ 1,4 bilhão

Edital de venda do braço de telecomunicações da estatal paranaense de energia é previsto para 21/9. Empresa tem 34 mil km de fibras em 399 municípios. 

Oi diz à CVM que movimento de ações se deve a aprovação de plano e venda da móvel

Comissão de Valores Mobiliários perguntou o motivo das oscilações recentes nos papéis da operadora, com quedas superiores a 7% seguidas de aumentos de 9%. 

Claro tenta resgatar TV paga com planos alternativos a não clientes

Com metade do mercado nacional de TV por assinatura, o presidente da empresa, José Félix, diz que fará lançamentos nos próximos dias. “A TV está sofrendo alterações e vamos lançar de imediato um novo serviço.”

Sem acordo, Senado adia votação sobre uso do FUST para subsídio de contas

PL 2.388/2020 prevê uso de recuros do fundo para subsidiar as contas de telecom durante a pandemia. Faltou consenso entre os líderes e o tema foi retirado da pauta. Líder do Governo, Fernando Coelho (MDB/PE), diz que há 'muitas pendências'.

Revista do 63º Painel Telebrasil 2019
Veja a revista do 63º Painel Telebrasil 2019 Transformação digital para o novo Brasil. Atualizar o marco regulatório das telecomunicações é urgente para construir um País moderno, próspero e competitivo.
Clique aqui para ver outras edições



  • Copyright © 2005-2020 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G