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SUSE quer demarcar o DNA Open Source no Brasil

Convergência Digital
Ana Paula Lobo - 11/10/2019

Depois de ficar condicionada a duas empresas - primeiro a Novell e depois a MicroFocus - a SUSE, referência para Open Source, dá um grito de liberdade a partir da aquisição pelo fundo de investimentos EQT e remodela a estratégia de atuação. O primeiro alvo é o de aumentar a presença em mercados como o da Red Hat- a maior aquisição da IBM, em mercados como plataforma como serviço e containers. 

"A SUSE tem e sempre terá o DNA do Open Source. Nossos desenvolvimentos são abertos. E de verdade. Nós abrimos o código para desenvolvimento", diz o Vice-presidente da SUSE para América Latina, Sergio Toshio. A mudança de rumo determinou a montagem de uma operação própria no Brasil, que será a base das operações nos países da região. No Brasil, por exemplo, há 10 engenheiros trabalhando diretamente com a área de desenvolvimento global da companhia.

Indagado sobre o espaço deixado pela Red Hat - adquirida pela IBM - Toshio admite que a SUSE vai avançar em segmentos como cointainers, PaaS e na oferta de sistema operacional open source para novas tecnologias, em especial, para dispositivos Internet das Coisas. "Esse é um mercado que tem um potencial enorme de crescimento e o Open Source é adequado para fomentar as aplicações", reforça o executivo.

Sem falar em valores - a SUSE está fechando o ano fiscal de 2019 em outubro - Toshio assegura que o Brasil é prioridade na estratégia global de reforçar o DNA do Open Source."Mas sempre vamos atuar de forma indireta, por parceiros, por ecossistema. A colaboração, aliás, é o diferencial da SUSE", fala ao Convergência Digital.

Uma das ações da SUSE para crescer será ir às compras. Toshio não adiantou perfil das empresas a serem adquiridas, mas diz que 2020 marcará uma atuação mais agressiva. "Não acredito nesse movimento no mercado brasileiro, mas teremos compras para fomentar ainda mais o ecossistema. Queremos ser os fornecedores de infraestrutura de TI com uso de novas tecnologias como inteligência artificial, machine learning e outras", completa Toshio.


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