Uso de constelações LEO/NGSO promete ampliar a conectividade com banda maior e menor custo. Elas também permitem a criação de novas cadeias de valor no mercado satelital, observa o diretor geral da Embratel Star One, Lincoln Oliveira.

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Embratel: satélites de baixa órbita miram novas aplicações de IoT e M2M

Por Fábio Barros e Carlos Afonso ... 30/10/2019 ... Convergência Digital

Anos depois do final de iniciativas como a Iridium e a GlobalStar, as constelações de satélites de baixa órbita estão de volta ao mercado. A seu favor, neste retorno, elas têm tecnologia mais avançada e flexibilidade, que as tornam uma opção viável para aplicações de banda larga.

Em um painel realizado no Futurecom 2019, o diretor geral da Embratel Star One, Lincoln Oliveira, afirmou que há hoje um grande clima no mercado por causa da chegada das constelações de satélites de baixa órbita. “Isso tem nos levado a estudá-las para entender como poderão chegar ao nosso ecossistema e como conviverão com nossos satélites já existentes”, explicou. 

De todo modo, Oliveira disse que o mercado já sente o impacto destas novas constelações. Primeiro: como elas prometem serviços mais baratos, somente a expectativa de sua chegada já tem causado reduções de preço. Outra consequência é a criação de novas cadeias de valor no mercado. “Para enfrentar os desafios que estas constelações estão trazendo, o mercado tem desenvolvido novas formas de fabricação de satélites  e novos modelos de negócios. São benefícios interessantes provocados por estas mudanças”, avaliou.

Segundo o head de Desenvolvimento Corporativo para a América Latina da SES Networks, Fabio Alencar, no futuro o mercado deve assistir à convivência entre sistemas geoestacionários e as constelações LEO. “Tanto que estamos caminhando no sentido de desenvolver sistemas de controle e alocação de recursos, que serão importantes neste novo cenário”, afirmou.

Para Mauro Wajnberg, general manager da Telesat, o mercado está demandando bandas elevadas, baixa latência e menor custo por bit, o que torna a arquitetura LEO a mais indicada. “Uma constelação LEO entrega terabits e isso permite que tenhamos um custo menor pela escala de entrega”, disse, revelando que a companhia lançou seu primeiro protótipo LEO no ano passado e agora realiza suas primeiras provas de conceito.

Oliveira, da Star One, observou que as constelações em desenvolvimento vão atender aplicações de IoT, M2M e outras. É esta gama de possibilidades que tem atraído para o mercado empresas como a Amazon, que está desenvolvendo sua própria constelação. “É este cenário que temos utilizado como pano de fundo para avaliar e estudar nosso posicionamento daqui para a frente”, afirmou. Assistam à entrevista com Lincoln Oliveira, da Embratel Star One.


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