GESTÃO

Governo estuda como transferir dados para Serpro e Dataprev pós-privatização

Luís Osvaldo Grossmann ... 12/12/2019 ... Convergência Digital

O setor privado adora apontar os méritos da transformação digital, mas é na administração federal, pelo próprio contraste com o estereótipo do guichê, que esse movimento chama mais atenção. Nas contas da Secretaria de Governo Digital, 503 serviços públicos passaram a ser totalmente fornecidos pelo celular, 20 dias antes de 2019 acabar e 20% acima da meta deste ano. 

“Isso representa R$ 1,7 bilhão de economia. O serviço digital é mais barato do ponto de vista de oferta para os órgãos públicos e é muito mais barato e adequado para o cidadão brasileiro, que consegue usar pelo celular, sem sair de casa, onde ele quiser, 24 horas por dia, 7 dias por semana”, afirma o secretário de Governo Digital, Luis Felipe Monteiro, em entrevista ao Convergência Digital.

Segundo ele, há total compromisso do Planalto com a transformação digital é pleno. “Até o fim de 2022 o governo será 100% digital.” Mas há duas incógnitas gigantes nesse caminho: Serpro e Dataprev, as principais empresas de TI do governo federal. A combinação de informações fiscais e previdenciárias já faz do Executivo o maior repositório de dados pessoais do país. E ainda não se sabe o que acontecerá com eles. 

“Serpro e Dataprev estão em estudo de possibilidade de privatização, ou outro modelo que se venha a concluir. E esse estudo envolve análise sobre os dados que essas empresas possuem, como esses dados podem ser transferidos para uma empresa futuramente privatizada e qual o nível de gestão que o governo terá a respeito desses dados”, diz Monteiro. 

Ao mesmo tempo, ele reforça que o governo estará 100% aderente à Lei Geral de Proteção de Dados (13.709/18) e os dados dos brasileiros, seguros. “Nossa principal preocupação é que o programa de transformação digital continue acelerado, que os dados dos cidadãos estejam protegidos e seguros, e que do ponto de vista comercial e operacional o governo faça as melhores contratações, aquelas que tenham o melhor resultado no menor custo possível.”

Protagonista nesta estratégia é a decisão de uso crescente de recursos de computação em nuvem. “Neste ano tivemos a capacidade de oito órgãos federais aderirem ao contrato de licitação de nuvem. Outros três órgãos estão em processo de adesão. Queremos ampliar essa adoção de nuvem nos próximos anos. O caminho do governo é definitivamente o uso de nuvem em larga escala.”


Órgãos públicos estão obrigados a fazer relatórios trimestrais de transformação digital

Monitoramento será acompanhado pela Secretaria Especial de Modernização do Estado da Secretaria Geral da Presidência da República. Norma também aprova 23 planos de transformação digital dos órgãos do governo federal que estão em execução.

Teletrabalho: Brasil somou 8,7 milhões de trabalhadores em home office em junho

Estudo do IPEA mostra que o índice da adesão ao home office no serviço público é mais de três vezes a proporção do setor privado. Em junho, 24,7% dos trabalhadores do setor público exerciam atividade remota, mas, no setor privado, eram apenas 8%.

TCU dispensa papel e adota protocolo 100% digital

Documentos a serem protocolados junto ao Tribunal de Contas da união, para qualquer finaldiade, agora devem ser encaminhados, exclusivamente, por meio dos serviços via internet. 

Trabalho remoto reduziu R$ 466 milhões em despesas de custeio do governo

Levantamento divulgado nesta segunda, 3/8, pelo Ministério da Economia, lista deslocamentos e viagens, além dos serviços de energia elétrica e comunicação como principais cortes com a pandemia de Covid-19.




  • Copyright © 2005-2020 Convergência Digital
  • Todos os direitos reservados
  • É proibida a reprodução total ou
    parcial do conteúdo deste site
    sem a autorização dos editores
  • Publique!
  • Convergência Digital
  • Cobertura em vídeo do Convergência Digital
  • Carreira
  • Cloud Computing
  • Internet Móvel 3G 4G