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Os data centers vão mudar e muito em 2020

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Convergência Digital - 22/01/2020

Um estudo mostra que as corporações estão desistindo da oposição entre on premises ou cloud, passando a adotar arquiteturas híbridas que incorporam modelos de cloud público e privado, o que inclui ativos de edge ao redor de um core reconfigurado. Essa é uma das cinco tendências para data centers em 2020, de acordo com o apurado pelos especialistas da Vertiv, fornecedora de de infraestrutura de missão crítica para eletrônicos.

As arquiteturas híbridas permitirão às organizações manter o controle sobre os dados, ao mesmo tempo em que atenderão às demandas por mais capacidade e mais recursos de computação perto do consumidor. Nesse novo ecossistema de data center, conectividade e disponibilidade se tornam conceitos indissociáveis. Para que essas metas sejam atingidas, será cada vez mais importante manter comunicações contínuas do core para o cloud e do cloud para o edge.

“Um novo equilíbrio está surgindo no espaço de data centers – isso acontece no exato momento em que a indústria enfrenta os desafios relativos à capacidade e às aplicações avançadas; esse quadro está provocando mudanças importantes em data centers de todos os tamanhos e formatos”, disse Rob Johnson, CEO da Vertiv. “E, em paralelo, a velocidade da implementação de data centers está se tornando um ponto crítico para o mercado. Esse fator irá moldar os investimentos e as inovações ao longo de 2020. A mensagem para os fornecedores de equipamentos para data centers é clara: O status quo não é aceitável”.

Veja abaixo mais detalhes das tendências para data centers identificadas pelos experts da Vertiv:

1. Arquiteturas híbridas se popularizam: Embora o cloud computing continuará sendo uma parte importante da estratégia da maioria das organizações de TI, estamos vendo uma mudança na estratégia. As necessidades das aplicações estão levando as organizações a repensar seu mix e seus gastos de TI. Conforme vemos mais dessas arquiteturas híbridas, fica claro que os data centers corporativos estão vivos e bem, com perfis que refletem um mix que melhor atenda às organizações modernas.

2.Velocidade de implementação como a nova corrida armamentista: Conforme os recursos entre tecnologias e sistemas vão ficando semelhantes, os gestores de data centers e de TI irão cada vez mais buscar outros critérios para selecionar equipamentos. Os custos sempre são um divisor, mas a decisão dependerá mais e mais do quão rapidamente os ativos possam ser implementados. Quando todos os outros fatores ficam muito próximos, qualquer vantagem na velocidade de implementação e de ativação pode ser o fator determinante. Isso é especialmente verdadeiro conforme a computação continua a migrar para o edge. Nesse quadro, o atraso na entrega significa a falta de serviços digitais – e de receitas provenientes desses serviços.

3. Densidade média dos racks permanece estática... mas: A densidade dos racks refletirá, no melhor dos casos, aumentos marginais. Ainda assim, o aumento das aplicações avançadas e das cargas de trabalho relacionadas com a inteligência artificial (IA), como aprendizado de máquina e o aprendizado profundo, tornarão os bolsões de computação de alto desempenho necessários e cada vez mais comuns.  Os especialistas da Vertiv preveem que em 2020 as primeiras atividades nesse espaço acontecerão nas áreas de defesa, analytics avançada e manufaturas. Esses avanços prepararão a base para uma adoção mais difundida em 2021 e nos anos seguintes.  Até agora, esses racks representam um percentual minúsculo do total de racks. Ainda assim, eles podem apresentar desafios pouco conhecidos nos campos de alimentação de energia e refrigeração – desafios que precisam ser endereçados.  O crescente interesse em refrigeração líquida direta é uma resposta às demandas de computação de alto desempenho.

4.As baterias se pagam. Em 2016, especialistas da Vertiv previram que as baterias de íon-lítio começariam a encontrar lugar nos data centers e isso se provou verdadeiro: hoje as baterias de íon-lítio têm uma participação significativa no mercado de baterias para UPS. Essa participação está crescendo e começando a se expandir para os sites de edge, onde um footprint menor e menores requisitos de manutenção são uma combinação perfeita. O próximo passo é aproveitar a flexibilidade das íon-lítio e de outras alternativas em baterias que estão surgindo, como as de placas finas de chumbo puro (TPPL), para compensar seu custo. Ao longo de 2020, mais organizações começarão a vender essa energia armazenada nas baterias para a concessionária, para ajudar a estabilização da rede pública e os cortes dos picos de demanda. Esse ganho deverá ser parte importante das discussões sobre sustentabilidade na indústria de data centers.

5- Polinização cruzada global: Os Estados Unidos, particularmente o Vale do Silício, têm sido o epicentro do universo digital e da geração atual de desenvolvimento de data centers. A verdade, porém, é que a inovação acontece em todos os lugares. Um ecossistema digital paralelo com diferenças notáveis está surgindo na China. Data centers europeus e em mercados asiáticos e do Pacífico Sul, como Austrália, Nova Zelândia e Singapura, estão evoluindo e se distanciando das práticas tradicionais. Isso está sendo feito para resolver problemas regionais específicos relacionados com a privacidade e controle de dados e com a sustentabilidade.

Por exemplo, a conformidade  com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) está levando a decisões difíceis sobre o gerenciamento de dados em todo o mundo. O mesmo deve acontecer no Brasil, com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Essas questões e uma maior atenção aos impactos ambientais, estão gerando novas formas de pensar sobre arquiteturas híbridas. Há novas visões, também, sobre o valor da computação e do armazenamento de dados feitos no local. Na China, alguns data centers estão usando alimentação de 240V DC em servidores modificados pelo fabricante para aumentar a eficiência e reduzir custos. DC Power tem sido por muito tempo um objetivo teórico dos data centers nos Estados Unidos. Não é difícil visualizar outras partes do mundo adotando o modelo que é hoje usado na China.


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