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Ministério da Economia vai contratar 350 temporários para transformação digital. Assespro diz que medida é nociva

Luís Osvaldo Grossmann* - 10/07/2020

O Ministério da Economia vai contratar 350 profissionais de tecnologia da informação para atuar em projetos de transformação digital no governo federal. A ideia é fazer  um processo simplificado para selecionar candidatos em sete especialidades, para contratos de quatro anos. 

A procura é por especialistas em Gestão de Projetos, Infraestrutura de Tecnologia da Informação TI, Ciência de Dados, Segurança da Informação e Proteção de Dados, Análise de Processos de Negócios, Experiência do Usuário (UX), além de Desenvolvimento de Software. 

O Ministério da Economia definirá a remuneração dos profissionais a serem contratados, com expectativa de que os editais devem ser publicados em até seis meses. A norma básica é de duração dos contratos por, no máximo, quatro anos. No entanto, há uma previsão de que poderão ser prorrogados, desde que devidamente justificado, com base nas necessidades de conclusão das atividades. 

A medida, no entanto, desagradou empresas de tecnologia da informação. A Assespro Nacional entende que a contratação direta é nociva para o mercado, que "sofre uma crise de apagão de mão de obra e o governo entra para concorrer". E defende que as ações de transformação digital no governo se deem em parceria com as empresas.

"São vários cenários que não estão sendo recebidos positivamente pelo setor de TIC. Primeiro, veio o Serpro fazer contrato/parceria com as maiores estruturas de empresas multinacionais para venderem para o governo. Depois, vários ministérios fazem acordos e termos de parceria só com os gigantes, para a "Transformação digital brasileira". Agora vem essa ideia de contratar profissionais diretamente para promoverem essas transformações", diz o presidente da Assespro Nacional, Italo Nogueira.

* Atualizada às 16h30 para inclusão de posicionamento da Assespro

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