GOVERNO

Servidores da Dataprev fazem abaixo-assinado contra privatização

Luís Osvaldo Grossmann ... 14/02/2019 ... Convergência Digital

Expressamente listada como empresa a ser “vendida ou fechada”, a Dataprev vai à luta. Está no ar um abaixo-assinado digital contra a privatização da estatal. Com mais de 2,8 mil assinaturas até esta quinta, 14/2, o apelo ressalta o caráter estratégico da empresa que controla as informações previdenciárias de 35 milhões de brasileiros e especialmente o fato de registrar lucro há mais de 10 anos. A Dataprev tem cerca de 3,7 mil funcionários.

“Ganhadora de prêmios, a Dataprev é caso de sucesso há mais de uma década, com lucro líquido e rentabilidade consistentemente acima da média do mercado. Uma abertura de capital da empresa na Bolsa de Valores teria o potencial para multiplicar por dezenas de vezes o seu valor patrimonial. Ocorre que a privatização inicialmente esboçada por parte da equipe de Bolsonaro, a pretexto de reduzir custos, subestimaria o valor da empresa”, sustenta o abaixo-assinado.

“Além disso”, segue o documento, “a perda do controle acionário de uma empresa de tecnologia e comunicações em que cerca de 70% de seu faturamento é contra órgãos e entidades públicas e também é responsável por controlar os dados da Previdência Pública de 35 milhões de beneficiários, colocaria em risco toda a sociedade brasileira”.

Segundo o secretário de desestatizações e desinvestimentos do Ministério da Economia, Salim Mattar, cada pasta tem autonomia para definir quais as estatais sob sua tutela serão privatizadas. “As empresas sob o nosso ministério, que são quatro, IRB, Casa da Moeda, Serpro e Dataprev, serão privatizadas, vendidas ou fechadas. Está sob a nossa autoridade”, afirmou.

O abaixo-assinado dos servidores da Dataprev se autodeclara uma “oposição propositiva” à privatização da empresa. “Considerando a plataforma de campanha que levou à vitória de Bolsonaro, bem como o anseio de uma Estado eficiente, propomos que o risco incorrido pela gestão estatal seja minorado pela partilha das ações com a sociedade brasileira e não apenas com um Banco ou uma empresa, mantendo o controle Estatal enquanto perdurarem os imperativos de segurança nacional e de relevante interesse coletivo, conforme amparo da Constituição Federal”.   


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