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5G é trunfo da Amazon na sua disputa com a Microsoft

Convergência Digital - Carreira
Da redação - 03/06/2019

As ambições da maior varejista online do mundo vão muito além de ser uma operadora celular rival de outros serviços de telecomunicações, apontam especialistas ouvidos pela Agência Reuters. A Amazon está interessada em adquirir a Boost Mobile, que está sendo vendida pelas operadoras norte-americanas de telefonia móvel T-Mobile e Sprint, que estão em processo de fusão.

A ambição sinaliza que a Amazon está procurando mergulhar mais fundo na indústria de telecomunicações, fortalecer seus serviços de computação em nuvem e, em última análise, aproveitar as redes 5G. O mercado presume que a Amazon quer se tornar uma operadora de telefonia móvel, “mas esse pensamento é pequeno demais”, disse Colby Synesael, analista da Cowen. A maior motivação da Amazon pode ser a expectativa de que a rede 5G seja parte integrante dos serviços de computação em nuvem no futuro para setores como medicina e veículos, acrescentou.

Esses dispositivos se conectarão aos servidores da Amazon, que armazenarão os dados deles. Se a Amazon puder controlar tanto a rede sem fio e a infraestrutura de computação em nuvem, ela poderá vender pacotes completos de produtos para clientes que querem construir serviços baseados no 5G, o que daria uma vantagem sobre rivais como a Microsoft.

*Fonte: Agência Reuters

A Amazon tem estado nesta arena há tempos. Em 2007, a companhia lançou o serviço gratuito de telefonia 3G Whispernet, que permitia download de livros digitais para seu dispositivo de leitura Kindle. No mês passado, a Amazon anunciou planos de lançar mais de 3 mil satélites para fornecer acesso à internet em regiões rurais ao redor do mundo.

Mas há quem conteste o plano. Para o analista Craig Moffett, da MoffettNathanson, a perspectiva da Amazon entrar em telefonia celular é “economicamente insana”. Ele observou que o custo de se construir uma rede nacional nos Estados Unidos seria um obstáculo para a gigante do varejo online, uma vez que Verizon e AT&T investiram, respectivamente, cerca de 120 bilhões de dólares em suas redes na última década.

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