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Contrato do Serpro com AWS é o primeiro em projeto de multinuvem

Convergência Digital
Luís Osvaldo Grossmann - 24/03/2020

O contrato firmado pelo Serpro com a AWS, na modalidade de parceria de negócios, como prevista na Lei das Estatais (13.30316) é o primeiro formalizado a partir de um chamamento público aberto pela empresa no fim do ano passado para buscar fornecedores interessados em um projeto de multinuvem. 

Expressamente, a consulta colheu propostas técnicas “visando identificar Provedores de Serviços em Nuvem nas modalidades Infraestrutura como Serviço (IaaS), Plataforma como Serviço (PaaS) e Software como Serviço (SaaS) interessados para, em regime de parceria de negócio, prover serviços na plataforma multinuvem do Serpro”. 

Conforme apresentações feitas pela estatal desde 2018, a estratégia é calcada a partir da plataforma Estaleiro, que seria a nuvem do próprio Serpro. Além dessa, a AWS é um primeiro parceiro, mas o desenho original previa adesão de outros grandes fornecedores de cloud computing. 

Na época, vale lembrar, o então Ministério do Planejamento, especificamente nas funções atualmente tocadas pela Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia, vinha preparando um edital do que seria a primeira nuvem pública da administração federal – e a primeira ideia era contratar um broker de serviços multinuvem. 

A proposta acabou sendo alterada para um fornecedor único, que por sinal é a própria AWS, por meio de uma parceria com a Claro/Embratel. Essa primeira licitação, no formato de Registro de Preços, reúne 23 órgãos federais. Mas a intenção declarada da Secretaria de Governo Digital é fazer novas contratações – até porque a ata está por vencer. É nesse contexto que o Serpro se movimentou como broker. 

Dessa forma, a parceria de negócios firmada com a AWS tem uma estimativa de R$ 71,2 milhões em cinco anos, mas o valor vai depender da efetividade da prospecção de novos negócios por parte da estatal. É no fundo, segundo envolvidos nas tratativas, uma espécie de contrato de risco, baseada na demanda crescente por ferramentas que viabilizem a transformação digital do Estado. 


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